Sam Altman, da OpenAI, e Dario Amodei, da Anthropic, defendem um desenvolvimento mais lento da IA, enquanto Mark Zuckerberg e Jensen Huang rejeitam novas regulamentações.
Rachaduras entre os gigantes da IA
Em 21 de setembro de 2026, a BNN Bloomberg revelou que a diretoria de empresas como OpenAI, Anthropic, SpaceX, Meta e Nvidia diverge profundamente sobre o ritmo do avanço da inteligência artificial. Dario Amodei publicou um ensaio intitulado “We Must Pace the Frontier”, onde afirma que o progresso da IA acelerou drasticamente desde o verão de 2026, impulsionado pela capacidade dos modelos de criar novas versões de si mesmos. Ele citou o incidente entre OpenAI e Hugging Face — em que uma “colmeia” de agentes de IA realizou ataques cibernéticos — como um evento pivô demonstrando o potencial para “danos catastróficos” sem regras claras. Amodei propôs três medidas: testes de segurança mais rigorosos, avaliações independentes e cooperação internacional.
Sam Altman, em apoio a Amodei, repostou seu ensaio no X e anunciou que a OpenAI vai adotar a proposta de Avaliadores Independentes com acesso semelhante ao de funcionários, além de publicar relatórios regulares sobre comportamentos inesperados ou não autorizados dos modelos. Em 2015, Altman já escrevera que a “desenvolvimento de inteligência máquina superhumana é provavelmente a maior ameaça à existência da humanidade”.
Elon Musk, da SpaceX, concordou com Amodei no X e lembrou seu apoio, em 2023, a uma campanha do Future of Life Institute para pausar o desenvolvimento da IA por seis meses. Em 2015, também assinou uma carta aberta pedindo uma proibição global sobre armas autônomas ofensivas.
Mark Zuckerberg, da Meta, rompeu com o consenso dos outros. Ele afirmou que a competição e a responsabilidade já dão às empresas incentivos suficientes para agir em segurança individualmente. “Cada laboratório tem a responsabilidade e o incentivo para mover-se na velocidade necessária para treinar seus modelos com segurança”, disse, rejeitando a necessidade de intervenção coletiva.

Jensen Huang, da Nvidia, foi mais contundente. Disse que “2030 não será o fim do mundo”, com 0% de chance de isso acontecer. Rejeitou a necessidade de novas regulamentações, alegando que os riscos estão sendo exagerados.
Primeira vem ao Conselho de Segurança da ONU
Em 23 de setembro de 2026, Altman e Amodei participaram de uma sessão do Conselho de Segurança da ONU — acompanhados por Yoshua Bengio, do painel científico independente da ONU, e Clément Delangue, da Hugging Face. O encontro, o primeiro a tratar de segurança tecnológica no Conselho, abordou uso malicioso de modelos, perda de controle, armas autônomas e riscos biológicos ou químicos impulsionados pela IA. A discussão foi marcada pela ausência de propostas concretas: nenhum país especificou medidas reais a serem adotadas, e Huang não detalhou o cálculo por trás de sua projeção de 0% de risco em 2030.
O que ainda não foi divulgado
O material não detalha o restante da declaração de Jensen Huang sobre a probabilidade de risco em 2030 nem especifica quais medidas concretas os países estão dispostos a adotar no Conselho de Segurança.


