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Justiça manda Meta retirar posts que incentiva demissão por voto

MPT processa a Meta e pede R$ 50 milhões por publicações que estimulam empresários a demitir funcionários por escolha política.,

30 de out., 08:47 20 fontes · 1 país Regulação Regulação
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Manifestantes com cartazes contra discriminação eleitoral em redes sociais Foto: Nuno Magalhães / Pexels

A Justiça do Trabalho determinou que a Meta remova publicações que incitam empresas a demitir trabalhadores por escolhas eleitorais, após ação civil pública do Ministério Público do Trabalho (MPT) que pede R$ 50 milhões em indenização por danos morais coletivos. A ação foi apresentada na quinta-feira (29), um dia após o segundo turno das eleições de 2026, quando Lula foi reeleito.

Posts verificados com milhões de interações

O MPT identificou perfis verificados com 3,8 milhões de seguidores cujas publicações acumularam mais de 2 milhões de curtidas. Esses conteúdos orientam empresários a vasculhar redes sociais de funcionários para descobrir preferências políticas e aplicar consequências profissionais. Parte do material expõe trabalhadores por nome e imagem, ridiculariza pessoas ou comemora demissões motivadas por voto.

Exigência de remoção em 24 horas

A Meta deve retirar os conteúdos identificados em até 24 horas, sob multa de R$ 500 mil por publicação mantida após o prazo. Perfis reincidentes podem ter suas contas suspensas por 30 dias, com possibilidade de desativação em novos casos. A empresa também deve exibir aviso aos usuários brasileiros sobre proibição de discriminação por orientação política, destacado por sete dias.

Sistemas de recomendação sob crítica

O MPT argumenta que ferramentas como a aba Explorar e os Reels sugeridos ampliaram o alcance do conteúdoQuestionado, com algumas publicações permanecendo online por dois dias após postagem. Segundo a promotoria, a Meta dispõe de sistemas automatizados e revisão humana capazes de identificar incitações à discriminação, mas optou por não utilizá-los para esse tipo de conteúdo. A empresa foi procurada pela CNN Brasil, mas afirmou que não vai comentar o caso.

Sala de audiência virtual com documentos e telas mostrando postagens controversas
Foto: RDNE Stock project / Pexels

Contexto jurídico e precedentes

A responsabilidade das plataformas foi ampliada em junho de 2025, quando o STF tornou parcialmente inconstitucional o artigo 19 do Marco Civil da Internet, estabelecendo que empresas devem evitar circulação em massa de conteúdos ilícitos graves. O caso também se soma a outra ação do MPT contra a deputada estadual Índia Armelau (PL-RJ), que incentivou patrões a verificarem votos de empregados.

O que ainda não foi divulgado

A decisão judicial sobre a liminar não foi divulgada. Não há informações sobre prazo exato para a decisão judicial nem sobre possíveis negociações entre MPT e Meta. A responsabilidade de outras plataformas, como Google, não foi detalhada nas fontes consultadas.

Apurado em 20 fontes

Época Negócios (Brasil) · O Tempo (Brasil) · Canaltech (Brasil) · CNN Brasil (sitemap-news) (Brasil)

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