Um juiz federal dos Estados Unidos manteve a prisão sem fiança do ex-engenheiro da OpenAI Abdulrahman Alfozan, de 35 anos, acusado de instalar um dispositivo de gravação em um escritório da empresa em São Francisco, considerando-o risco de fuga.
Acusação e evidências apresentadas
O juiz Alex Tse decidiu que há risco significativo de não comparecimento após uma audiência de uma hora, rejeitando o pedido de soltura sob fiança. Alfozan foi preso em 9 de outubro e responde por interceptação de comunicações orais, podendo chegar a cinco anos de prisão. Segundo relatos, ele foi filmado em câmeras de segurança colocando um dispositivo USB enrolado em papel higiênico atrás de uma televisão em uma sala de conferência restrita da OpenAI.
Ligações com a família real saudita e preocupações de segurança nacional
Os promotores afirmam que Alfozan mantinha contato frequente com um membro não identificado da família real da Arábia Saudita, que tentou recrutá-lo para uma iniciativa de inteligência artificial no reino. Em troca de mensagens por WhatsApp, o membro escreveu “Saudi (Arabia) needs you more then [sic] the US” e o engenheiro respondeu “100”. O diretor de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Jay Clayton, sugeriu que o caso pode ter implicações para a segurança nacional. Os documentos judiciais indicam que a investigação pode resultar em acusações adicionais.
Contexto da prisão e próximos passos
Antes da prisão, Alfozan comprou uma passagem de ida única para Riade com embarque marcado para 12 de outubro, o que os promotores apontam como indício de risco de fuga. Sua esposa e filho deixaram os Estados Unidos em 10 de outubro, usando passagens pagas por um oficial militar saudita, em um contexto onde não há tratado de extradição entre os EUA e a Arábia Saudita. A próxima audiência está marcada para 6 de novembro. A defesa alegou que ele tinha entrevista de naturalização marcada para 6 de novembro e estava disposto a depositar US$ 1 milhão em bens como garantia, mas o juiz rejeitou o argumento.


