Na quinta-feira (28), a juíza federal Rita Lin derrubou a ordem do Pentágono que classificava a Anthropic como risco à cadeia de suprimentos, julgando a medida como retaliação inconstitucional que fere a Primeira Emenda.
O que motivou a sanção
Em fevereiro o Departamento de Defesa inseriu a Anthropic na lista de riscos à cadeia de suprimentos, um recurso normalmente reservado a empresas de nações vistas como ameaças. Foi a primeira vez que uma companhia americana entrou nesse rol publicamente. A inclusão ocorreu depois que a Anthropic se recusou a deixar que seus modelos Claude fossem empregados em vigilância ou em armas autônomas.
Argumentos das partes
A Anthropic sustentou que seus modelos ainda não são confiáveis o bastante para sistemas de armas e que o uso em vigilância doméstica infringiria direitos constitucionais. O Pentágono respondeu que empresas privadas não devem impedir a ação militar. A Casa Branca chegou a chamar a startup de "empresa radical de esquerda, woke, tentando controlar atividade militar".
O que diz a decisão
A juíza Lin escreveu que, embora os militares tenham ampla latitude para escolher parceiros, as ações contra a Anthropic constituíram retaliação ilegal em violação da Primeira Emenda. Em uma fase anterior do processo ela já havia afirmado que o governo tentava "aleijar a empresa e esfriar o debate público sobre uso militar de IA", classificando-o como retaliação clássica da Primeira Emenda.
O que ainda não foi divulgado
- Se o Pentágono recorrerá da decisão
- Quais foram os impactos financeiros sofridos pela Anthropic durante o período da sanção
- Qual o posicionamento oficial do Departamento de Defesa e da Casa Branca após o julgamento


