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Juiz bloqueia lista negra do Pentágono contra a Anthropic

Juíza federal Rita Lin anula decisão do Pentágono de rotular Anthropic como risco à cadeia de suprimentos, dizendo que a medida violou a Primeira Emenda.

28 de ago., 12:56 83 fontes · 22 países Regulação Regulação
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Martelo de juiz sobre mesa de tribunal Foto: KATRIN BOLOVTSOVA / Pexels

Na quinta-feira (28), a juíza federal Rita Lin derrubou a ordem do Pentágono que classificava a Anthropic como risco à cadeia de suprimentos, julgando a medida como retaliação inconstitucional que fere a Primeira Emenda.

O que motivou a sanção

Em fevereiro o Departamento de Defesa inseriu a Anthropic na lista de riscos à cadeia de suprimentos, um recurso normalmente reservado a empresas de nações vistas como ameaças. Foi a primeira vez que uma companhia americana entrou nesse rol publicamente. A inclusão ocorreu depois que a Anthropic se recusou a deixar que seus modelos Claude fossem empregados em vigilância ou em armas autônomas.

Argumentos das partes

A Anthropic sustentou que seus modelos ainda não são confiáveis o bastante para sistemas de armas e que o uso em vigilância doméstica infringiria direitos constitucionais. O Pentágono respondeu que empresas privadas não devem impedir a ação militar. A Casa Branca chegou a chamar a startup de "empresa radical de esquerda, woke, tentando controlar atividade militar".

O que diz a decisão

A juíza Lin escreveu que, embora os militares tenham ampla latitude para escolher parceiros, as ações contra a Anthropic constituíram retaliação ilegal em violação da Primeira Emenda. Em uma fase anterior do processo ela já havia afirmado que o governo tentava "aleijar a empresa e esfriar o debate público sobre uso militar de IA", classificando-o como retaliação clássica da Primeira Emenda.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 83 fontes

Bloomberg Businessweek (Estados Unidos) · Axios (Estados Unidos) · The Business Standard (BD) · Computer Sweden (Suécia)

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