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Jovem na Austrália planeja atentado em creche via chatbot de IA e é preso

David Rains-Sanchez, de 29 anos, foi preso na Austrália após conversar com o chatbot Claude sobre um plano de atentado em uma creche.

20 de out., 16:01 4 fontes · 1 país Segurança Regulação
Segurança
Tela mostrando uma conversa entre um usuário e um chatbot de inteligência artificial Foto: Matheus Bertelli / Pexels

David Rains-Sanchez, de 29 anos, foi preso na Austrália após discutir com o chatbot de inteligência artificial Claude um plano de atentado em uma creche em Sydney, segundo informações da agência sul-coreana Yonhap News.

O jovem, que reside em Hurstville, no sul de Sydney, teria dito ao chatbot que pretendia ir ao centro comercial Westfield e abrir fogo em uma instituição de ensino infantil. As autoridades locais também informaram que ele mencionou uma referência ao atentado de 2023 na festividade judaica em Sydney, que deixou 15 mortos e foi cometido por Kai Xiye, de 25 anos.

Segundo relatos da imprensa local, a polícia recebeu alertas após o Instituto Internacional de Polícia Criminal (Interpol) identificar a conversa e compartilhar os dados com autoridades australianas. O acusado foi detido no dia 18 de outubro e enfrenta acusações de usar serviços de comunicação para ameaçar ou assustar terceiros.

Reação da defesa e investigação em andamento

Os representantes legais de Rains-Sanchez alegaram que ele estava sob estresse devido a problemas de saúde mental e que suas declarações ao chatbot não refletiam intenções reais. Eles destacaram que ele é um estudante de relações internacionais sem histórico criminal e mora na Austrália há mais de 17 anos.

Medidas de segurança da Anthropic

A Anthropic, desenvolvedora do modelo de IA por trás do chatbot Claude, afirmou que seus sistemas são programados para bloquear conversas relacionadas a planejamento de atos violentos. A empresa também explicou que collabora com agências de segurança quando detectam situações que possam colocar vidas em risco.

Policiais levando um homem camisa branca para uma viatura
Foto: Kindel Media / Pexels

Onde a cobertura diverge

Enquanto a Yonhap News destacou o papel da Interpol no monitoramento das conversas de IA, outras fontes não revelaram detalhes sobre a cooperação entre empresas de tecnologia e órgãos de inteligência no caso.

O que ainda não foi divulgado

As autoridades não informaram se houve algum tipo de preparo materializado para o suposto atentado, quanto tempo durou o contato entre o acusado e o chatbot, ou se a plataforma Claude respondeu positivamente às declarações feitas por Rains-Sanchez.

Apurado em 4 fontes

연합뉴스 (Yonhap News) (Coreia do Sul)

ver as 4 fontes

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