O governo do Japão, liderado por Takaichi, está avaliando ampliar o conceito de gastos com defesa para incluir investimentos em infraestrutura, inteligência artificial e cooperação ao desenvolvimento (ODA), conforme cobertura da agência sul-coreana Yonhap News. A medida busca responder à pressão dos Estados Unidos, que exigem que o Japão destine 3,5% do PIB a defesa, sem que o país adote esse percentual como meta explícita em seu planejamento.
Nova fórmula para atingir a meta norte-americana
A revisão dos três principais documentos de segurança está prevista para ser concluída neste ano, com o novo Plano de Fortalecimento da Defesa cobrindo os anos fiscais de 2027 a 2031. O plano anterior, aprovado em 2022, estabeleceu um total de 43 trilhões de ienes (cerca de 363 trilhões de won) para cinco anos. O novo projeto projeta entre 60 e 80 trilhões de ienes (506 a 675 trilhões de won), mas mesmo essa ampliação insuficiente para atingir o patamar anual de 20 trilhões de ienes exigido pelos EUA para alcançar 3,5% do PIB.
Áreas consideradas para reclassificação
Entre os itens que poderiam ser reclassificados como despesas de defesa estão investimentos em IA com potencial aplicação militar, gastos com segurança energética e o orçamento de cooperação ao desenvolvimento oficial (ODA). A imprensa aponta que o governo ainda mantém a política de não incluir o percentual de 3,5% do PIB como referência formal no plano, preferindo a abordagem de somar os custos realmente necessários.
Preocupações com a carga financeira
Autoridades e analistas temem o impacto do aumento nas contas públicas. Contratos anteriores para aquisição de equipamentos e despesas fixas já demandam 30 trilhões de ienes em reembolsos ao longo de cinco anos. Além disso, o governo enfrenta pressão fiscal crescento após a ampliação da base de cálculo da defesa, ainda sem apresentar mecanismos concretos de financiamento.

Divergência de ênfases
Embora a cobertura seja única, a Yonhap News destaca diferentes aspectos: enquanto a agência sul-coreana foca na estratégia de reclassificação de gastos para atender aos EUA, o que ainda não foi divulgado com clareza é como o governo japonês pretende articular essa expansão sem comprometer a estabilidade fiscal, especialmente com a redução em andamento dos subsídios energéticos — que passarão de 170 para 180 ienes por litro de gasolina.
O que ainda não foi divulgado
- Se o Japão irá adotar o percentual de 3,5% do PIB como meta explícita no novo plano de defesa;
- Os mecanismos exatos para incluir investimentos em IA e infraestrutura no cálculo de defesa;
- Os meios de financiamento que serão utilizados para suportar o aumento projetado no orçamento de defesa.


