O Ministério do Comércio e Indústria da Índia anunciou que está identificando setores econômicos considerados resistentes às mudanças promovidas pela inteligência artificial, conforme declarou o ministro Piyush Goyal durante uma viagem oficial à Alemanha e aos Países Baixos.
Motivação por trás da iniciativa
O anúncio de Goyal surge em um momento em que cresce o debate sobre o impacto da automação e da IA generativa no mercado de trabalho. Em outubro de 2025, o think tank federal NITI Aayog publicou um relatório indicando que o setor de serviços de tecnologia da Índia corre o risco de perder até 4 milhões de empregos até 2031, embora também projete a criação de novas vagas especializadas.
Setores com diferencial tradicional
Goyal destacou áreas com forte componente cultural e artesanal, como artesanato, tapeçaria, turismo e culinária, como exemplos de setores difíceis de substituir por máquinas. Segundo o ministro, habilidades adquiridas ao longo do tempo e a riqueza cultural da Índia representam vantagens competitivas únicas.

Expansão internacional e apoio à inovação
A iniciativa também inclui incentivo à participação indiana em eventos globais sobre IA, startups e semicondutores. O governo planeja orientar embaixadas e comutês a nível mundial para ampliar a presença do país em feiras comerciais e conferências internacionais. Paralelamente, a Índia avança com sua missão IndiaAI, orçada em US$ 1,2 bilhão, que apoia projetos de modelos de IA desenvolvidos localmente.
Contexto das exportações e desafios globais
As exportações comerciais da Índia cresceram 23% no ano, atingindo US$ 44,4 bilhões em setembro, segundo dados preliminares do ministério. Apesar disso, a economia enfrenta desafios como interrupções em cadeias globais de suprimentos e incertezas comerciais internacionais.


