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Modi quer que a Índia lidere a IA, mas moradores de Thane protestam contra centro…

Moradores de Thane protestaram contra o centro de dados da Amazon, parte de um investimento de 21 bilhões de dólares na Índia

10 de out., 06:18 5 fontes · 5 países Infra
InfraAmazon
Foto mostrando obras de construção de um centro de dados em área urbana Foto: Craftsman Concrete Floors / Pexels

O primeiro-ministro indiano Narendra Modi quer que a Índia lidera a era da inteligência artificial, mas moradores de Thane, nos arredores de Mumbai, estão protestando contra o plano da Amazon de erguer um centro de dados que compõe um investimento de 21 bilhões de dólares em infraestrutura de IA no país até 2030, segundo a The Japan Times.

Protestos e impactos locais

O engenheiro Tushar Shetty, de 46 anos, disse à The Japan Times que não teria comprado seu apartamento no complexo Lodha Luxuria se soubesse previamente da obra; ele adquiriu o imóvel há apenas cinco meses. A reportagem mostra que moradores realizaram um ato com placas em Thane no mês anterior à publicação, em outubro de 2026, denunciando a remoção de vegetação e a transformação de área verde em terreno vermelho para a construção da instalação da Amazon.

A Dawn acrescenta que, em 8 de setembro de 2026, centenas de residentes, incluindo idosos, saíram às ruas com cartazes pedindo o cancelamento do projeto. As manifestações ocorreram nas imediações do mesmo complexo residencial, onde as reclamações giraram em torno de barulho, aumento do consumo de eletricidade, pressão sobre os recursos hídricos e a industrialização de bairros antes predominantemente residenciais.

Investimento da Amazon e ambição de Modi

Conforme informa a The Japan Times, o centro de dados de Thane faz parte do plano da Amazon de aplicar 21 bilhões de dólares em infraestrutura de inteligência artificial na Índia até 2030, objetivo alinhado à visão de Modi de tornar o país um hospedeiro dos “dados do mundo inteiro”. A Dawn destaca que, além da Amazon, Google e Microsoft também estão destinando bilhões para instalações semelhantes em estados como Maharashtra e Andhra Pradesh, na tentativa de criar a espinha dorsal física da IA enquanto o país ainda não consegue acompanhar os modelos de frontier desenvolvidos nos Estados Unidos e na China.

Resistência global a centros de dados

A Dawn observa que, desde os subúrbios da Virgínia até as periferias de Amsterdã e Dublin, moradores têm se oposto à expansão de centros de dados por consumo de energia, uso de água e geração de ruído. Essa tendência está ganhando força na Índia, onde projetos de Amazon, Google e Microsoft são apontados como novos pontos de tensão entre o desenvolvimento tecnológico e a qualidade de vida local.

Preocupações com água e energia

Placar de manifestação contra construção de centro de dados em Thane
Foto: Ignat Arapov / Pexels

A Dawn cita pesquisas da S&P Global que estimam que entre 60% e 80% dos centros de dados indianos poderão enfrentar alto estresse hídrico nesta década. Segundo a mesma fonte, em 2025 os data centers consumiram cerca de 150 bilhões de litros de água, volume que a Mordor Intelligence projeta mais que dobrar até 2030. O material também aponta que a Índia possui apenas 4% dos recursos hídricos mundiais para atender a 18% de sua população, e que os novos empreendimentos estão se concentrando em cidades já afetadas por escassez de água.

Além da água, as manifestações mencionam aumento do consumo de energia e geração de ruído como efeitos colaterais que podem afetar a saúde de crianças e idosos. A Dawn relata que pesquisas de campo e correspondência oficial revelam temores de que a operação do centro de dados de Thane sobrecarregue as redes locais de energia e água, apesar das afirmações da Amazon de que utilizará fontes dedicadas.

Posição do governo e das empresas

A Dawn indica que o governo de Modi tem promovido os centros de dados como “os motores invisíveis que impulsionam a vida digital da Índia”, argumentando que as tecnologias atuais utilizam água e eletricidade de forma mais eficiente. A mesma fonte observa que o Ministério da Eletrônica e Tecnologia da Informação, o gabinete do Primeiro-Ministro e o escritório do chefe de governo de Maharashtra não responderam aos pedidos de comentário feitos pelos veículos.

Amazon e as autoridades locais defenderam o projeto afirmando que a água e a energia virão de fontes exclusivas, evitando sobrecarregar as redes públicas. No entanto, a Dawn afirma que o impasse gerou protestos de rua e atraiu a participação de políticos da oposição, que se somaram aos moradores nas demandas por maior transparência e avaliação de impactos.

O que ainda não foi divulgado

Apurado em 5 fontes

Reuters · The Japan Times (Japão) · Dawn (Paquistão)

ver as 5 fontes

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