73% dos eleitores rejeitam uso de IA em campanhas políticas, segundo apuração da G1. Pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores de 10 a 13 de agosto; 73% rejeitam uso de IA; 78% mulheres e 69% homens contra, e variação de 69% a 79% por grupo político.
Divisão por perfil eleitorado
- Mulheres correspondem a 78% de quem desaprova o uso de IA nas campanhas, enquanto homens marcam 69% de rejeição, indicando que o gênero influencia a percepção sobre a tecnologia na política.
- A rejeição varia de 69% entre a direita não bolsonarista a 79% entre a esquerda não lulista, passando por 75% de independentes, 70% de bolsonaristas e 73% de lulistas, segundo a Quaest.
- Por idade, 68% dos eleitores até 34 anos rejeitam a IA, enquanto 76% dos eleitores acima de 60 anos manifestam o mesmo posicionamento, mostra o levantamento.
Contexto eleitoral e regras do TSE
- O TSE agenda reunião para esta terça-feira (18) após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) utilizar vídeo gerado por inteligência artificial com simulação da imagem e da voz de Jair Bolsonaro no lançamento da candidatura.
- A pesquisa registra número BR-06773/2026, ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de agosto com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, indicando que o tema já está no dia a dia da eleição de 2026.
- Regras atuais permitem uso de IA na campanha somente com informar a ferramenta; vedam-se desinformação, criações de conteúdo falso sobre adversários, imagens manipuladas com teor sexual ou ataques à integridade do processo democrático, sendo deepfakes proibidos desde eleições municipais de 2024.
Desdobramentos para a campanha de outubro
- Até 3 de outubro, véspera do primeiro turno, o g1, a Globo, a GloboNews, o jornal O Globo e emissoras afiliadas publicarão 130 pesquisas rodada a rodada, com disputas pelo Senado, Presidência e governos estaduais, todas comandadas por Quaest e Datafolha para informar a corrida eleitoral.
- Novidades de 2026 incluem proibição de circulação de conteúdo gerado por IA nas 72 horas que antecedem a eleição e nas 24 horas após a votação, além da determinação de que plataformas como ChatGPT e Gemini não podem recomendar ou ranquear candidaturas, mesmo sob solicitação do usuário.
- A expectativa é que o TSE defina durante a reunião como as regras sobre deepfakes serão aplicadas ao longo da campanha, especialmente após ação do PT questionar a legitimidade de vídeos como o usado por Flávio Bolsonaro.
Para decisores políticos, o levantamento reforça a necessidade de campanhas transparentes sobre uso de IA, especialmente sob o escrutínio do TSE nos meses que antecedem o pleito.

