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IA reduz barreira e aumenta ciberataques na Coreia e Japão

IA apaga barreiras para criminosos de baixa habilidade técnica, comCoreia do Sul e Japão registrando onda histórica de ataques cibernéticos.

09 de out., 04:04 3 fontes · 2 países Segurança
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Mapa mostrando pontos de ataque cibernético na Ásia Foto: Ann H / Pexels

Empresas da Coreia do Sul e do Japão enfrentam uma onda de ataques após especialistas apontarem que a IA reduz a barreira para criminosos de baixa habilidade técnica, com o Japão registrando 86 incidentes em setembro e a Coreia do Sul contabilizando 1.236 incidentes no primeiro semestre.

Dados de incidentes oficiais

A TrendAI registrou mais incidentes cibernéticos no Japão nos nove primeiros meses de 2026 do que em todo o ano de 2025. Em setembro, o país chegou a 86 incidentes, alta de 18% sobre agosto e 37% sobre julho. Já a Coreia do Sul contabilizou 1.236 casos no primeiro semestre, aumento de 20% sobre o mesmo período de 2025. A média anual de 2026 está excedendo a de 2025.

Dentro desse crescimento, ataques DDoS subiram 56,7% e ransomware 76,8%. Invasões de servidores, por outro lado, caíram.

Alvos e suspeitas de uso de IA

Nove bancos sul-coreanos e duas megairrejas investigam possíveis ataques com auxílio de ferramentas de IA. No Japão, empresas como Daiwa Securities, SoftBank Corp e a rede de conveniências Lawson foram atingidas por esse aumento recente de incidentes.

Ilustração de um robô de IA digitando em um teclado
Foto: Anna Shvets / Pexels

A CrowdStrike investiga um suposto atacante de 26 anos, baseado na China. Segundo a empresa, ele teria usado um agente de IA desenvolvido na China e o Claude Code, da Anthropic, para conduzir a campanha contra os bancos sul-coreanos. Para Adam Meyers, vice-presidente de operações de contra-adversário na CrowdStrike, as técnicas não eram sofisticadas, mas eficazes.

Visões de especialistas

Nobuo Miwa, presidente da S J Corp, comparou a situação a um carpet bombing: a IA permite varrer vulneráveis e criar phishing com facilidade. "O Japão está basicamente sob ataque constante", disse.

Choi Kyoungjin, diretor do Centro de IA, Dados e Políticas da Universidade Gachon, explicou que modelos de IA de propósito geral permitem que usuários sem habilidades avançadas peçam ao sistema para buscar falhas. "Qualquer um pode pedir ao modelo para encontrar vulnerabilidades", afirmou.

Adam Meyers, da CrowdStrike, ressalatou que os ataques eficazes não precisam ser sofisticados. Karen Wu, analista sênior da Fitch, espera que os incidentes provoquem multas regulatórias, custos de compensação e aumento de gastos em segurança cibernética.

Apurado em 3 fontes

Mint (Índia)

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