A inteligência artificial desenvolvida por Zhaohui Wang, pesquisador da Universidade do Sul da Califórnia, traduz o acadiano — língua cuneiforme com 4 mil anos — para o inglês e faz o caminho de volta. O sistema já processa cerca de 500 mil tablets cuneiformes guardados em museus pelo mundo, ainda que apenas uma pequena parte tenha sido traduzida até hoje.
Tradução como ponto de partida, não como resposta final
O modelo não entrega traduções definitivas. Funciona como rascunho: rápido o suficiente para acelerar a análise inicial de pesquisadores que enfrentam milhares de textos ainda não decifrados. Cada saída passa por revisão humana antes de ser considerada confiável.
Código aberto e o que vem depois
Por ser de código aberto, o sistema pode ser replicado e ajustado por outras equipes que trabalham com textos antigos. A equipe de Wang já aponta duas metas para os próximos ciclos: dar suporte ao sumério, língua parente do acadiano, e desenvolver leitura automática diretamente de imagens dos tablets — um passo que eliminaria a transcrição manual que hoje limita o ritmo das descobertas.


