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IA prevê risco de morte em pacientes de câncer a partir de foto do rosto

Modelo FAHR-Face, treinado com 40 milhões de imagens, identifica sinais de algoritmo ligados à sobrevida e pode auxiliar médicos em decisões terapêuticas.

21 de out., 05:30 6 fontes · 3 países Pesquisa
Pesquisa
Imagem de rosto humano iluminada por algoritmo de inteligência artificial Foto: cottonbro studio / Pexels

Uma equipe de pesquisadores norte-americanos desenvolveu o modelo FAHR-Face, uma inteligência artificial capaz de analisar uma única foto do rosto e estimar o risco de mortalidade em pacientes com câncer, segundo informações divulgadas por meios sauditas.

Desenvolvimento e validação

O modelo foi treinado com mais de 40 milhões de imagens faciais e dividido em duas ferramentas distintas: uma para estimar a idade biológica com maior precisão que algoritmos anteriores, e outra — FAHR-FaceSurvival — voltada para prever riscos de sobrevida em pacientes oncológicos. A segunda ferramenta foi ajustada especificamente com mais de 34 mil imagens de pacientes com câncer e validada em grupos independentes para confirmar sua capacidade de identificar indicadores associados à longevidade.

Resultados e áreas analisadas

Segundo os pesquisadores, os escoras mais altos atribuídos pelo modelo correlacionam-se com períodos de sobrevida mais curtos, mesmo após considerar fatores clínicos tradicionais. O sistema não analisa o rosto de forma idêntica à estimativa de idade: enquanto a primeira ferramenta pondera a curvatura do nariz, lábios, testa e maçãs do rosto, a segunda focaliza regiões abaixo dos olhos e ao redor da ponte do nariz — áreas que podem refletir sinais de caquexia ou declínio físico associado à doença.

Limitações e recomendações

Os autores destacam que a tecnologia não substitui avaliação clínica, mas deve ser usada como suporte ao julgamento médico, especialmente para decidir entre terapias agressivas como cirurgia, radioterapia ou quimioterapia. Para aplicação rotineira em hospitais, os pesquisadores recomendam novos testes em populações mais diversificadas e investigação de possíveis vieses relacionados à etnia, idade e qualidade das imagens. Os achados foram publicados na revista The Lancet Digital Health.

Paciente de oncologia sendo monitorado por sistema de inteligência artificial
Foto: Kampus Production / Pexels

Onde a cobertura diverge

Meios baseados na Arábia Saudita destacaram o potencial da IA para triagem médica e personalização de tratamentos, com foco em aplicação prática no cuidado ao paciente. Não houve menção a publicações em outras regiões ou comparações internacionais no material analisado.

O que ainda não foi divulgado

Não consta data de implementação clínica prevista, número de hospitais envolvidas nos testes, ou detalhes sobre os algoritmos de correção de vieses. Também não há informações sobre aprovação regulatória ou ensaios clínicos em andamento.

Apurado em 6 fontes

Okaz (عكاظ) (sitemap-news) (Arábia Saudita) · Reuters · Ajel (عاجل) (sitemap-news) (Arábia Saudita)

ver as 6 fontes

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