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Líderes de IA pedem à ONU que regule tecnologia que criaram: 'É para o bem da humanidade'

Chefes de IA (Anthropic, OpenAI) pedem à ONU que regule tecnologia que criaram, alertando risco para humanidade. Reino Unido apoia; EUA se opõe.

24 de set., 19:24 13 fontes · 6 países Regulação
RegulaçãoAnthropicOpenAI
Reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre inteligência artificial Foto: Safi Erneste / Pexels

Chefes de empresas de inteligência artificial do mundo pediram ao Conselho de Segurança da ONU, nesta quarta-feira (23), que crie mecanismos globais de controle para a tecnologia que eles mesmos desenvolveram. Dario Amodei, CEO da Anthropic, e Sam Altman, CEO da OpenAI, disseram que, sem regulação, a IA pode ser um risco para a humanidade.

“Se mal administrada, acredito que a IA pode ser um risco para a humanidade como um todo”, disse Amodei. Altman concordou: “Podemos perder o controle do futuro para a IA”. Ambos pediram que os países, por meio da ONU, criassem salvaguardas para evitar que a tecnologia fique com poder demais para ser controlada e que seu domínio não se concentre em uma única empresa ou país.

Controles específicos e padrões globais

Amodei propôs ações concretas: nações devem concordar em impedir que a IA seja usada em armas biológicas, criar mecanismos para verificar a capacidade real dos modelos e definir padrões comuns de teste, além de monitorar casos de perda de controle e uso indevido.

O secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Ed Miliband, endossou o alerta: “Esses líderes de tecnologia estão nos falando, de forma inequívoca, que não podemos deixar que eles mesmos evitem um desastre mundial. Não podemos ignorá-los; estão certos.” Miliband disse que, quando o Reino Unido assumir a presidência do G20 no próximo ano, colocará o controle da IA no centro das discussões, buscando padrões globais unificados para garantir que o desenvolvimento seja seguro.

Sam Altman, CEO da OpenAI, testemunhando em audiência
Foto: UMA media / Pexels

EUA se opõem a novas estruturas de governança

Os Estados Unidos se opuseram à proposta de regulação internacional mais rígida. O conselheiro científico da Casa Branca, Michael Kratsios, disse que as preocupações com o controle da IA “não justificam parar seu desenvolvimento ou restringi-lo com uma nova estrutura global de governança”. Ele defendeu que aliados e parceiros devam compartilhar os benefícios da tecnologia.

O embaixador chinês na ONU, Fu Cong, destacou que todos os países devem escolher a tecnologia de IA como acharem melhor e alertou contra a formação de “panelinhas” no setor tecnológico. Essa divergência mostra a disputa entre EUA e China pela liderança em IA.

O que ainda não foi divulgado

O material não contém detalhes sobre a proposta legislativa concreta apresentada ao Conselho de Segurança, nem prazos para a implementação das salvaguardas sugeridas. Também não foi divulgado o cronograma das discussões do G20 sobre o tema.

Apurado em 13 fontes

The Economic Times (Índia)

ver as 13 fontes

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