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IA da Microsoft supera médicos em diagnóstico complexo

Estudo publicado na revista Science mostra que a ferramenta da Microsoft alcançou 83% de precisão contra 36% dos médicos em casos complicados.

23 de out., 20:40 10 fontes · 6 países Mercado
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Tela mostrando interface de inteligência artificial aplicada à saúde Foto: MedPoint 24 / Pexels

Uma ferramenta baseada em inteligência artificial desenvolvida pela Microsoft diagnóstica doenças complexas com precisão significativamente maior que a de médicos humanos, segundo resultados de estudo publicado na revista Science.

Precisão duas vezes maior

Segundo a agência de notícias Sabq, a ferramenta atingiu 83% de precisão no diagnóstico de casos médicos complexos, contra apenas 36% dos médicos participantes da pesquisa. Em situações de emergência, a vantagem foi ainda mais acentuada: 80% de precisão da IA versus 47% dos profissionais.

Funcionamento baseado em simulação clínica

A ferramenta, conforme detalhou a SANA (Agência Síria de Notícias), opera por meio de um sistema de coordenação que simula o trabalho de uma equipe de especialistas. O processo se dá em etapas: coleta inicial de informações limitadas sobre o paciente, formulação de perguntas sobre o histórico médico, seleção de exames necessários, análise dos resultados e atualização constante das hipóteses diagnósticas com base nas evidências disponíveis.

Médico analisando dados de paciente em monitor digital
Foto: cottonbro studio / Pexels

Testes envolveram mais de 300 casos

Os pesquisadores testaram a ferramenta em 304 casos clínicos complexos, utilizando relatórios da New England Journal of Medicine e registros de emergências hospitalares. A abordagem diferenciada da IA permite ajustes contínuos no diagnóstico, evitando a análise única de sintomas e exames típica de outras soluções. Além disto, o estudo aponta que esse método pode reduzir custos ao otimizar caminhos diagnósticos.

Cautela sobre validação clínica

Dominic King, vice-presidente de Saúde e Inteligência Artificial da Microsoft, ressaltou que os testes convencionais baseados em múltipla escolha não refletem o cenário real das clínicas, já que os pacientes raramente chegam com informações organizadas. A equipe enfatizou que os resultados obtidos até o momento não garantem desempenho equivalente em todos os contextos clínicos e reforçou a necessidade de mais avaliações antes de uma adoção em larga escala.

Apurado em 10 fontes

Sabq (Arábia Saudita) · SANA (Syrian Arab News Agency) (Síria) · Al Bilad Press (Bahrein)

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