Relatório da Comissão Lancet sobre Ameaças Globais à Saúde no Século 21 identificou 17 ameaças à sobrevivência humana, sendo o uso malicioso da IA e a possibilidade de guerra nuclear classificadas como capazes de levar à extinção da humanidade até 2100.
Principais ameaças identificadas
Estudo aponta 17 grandes ameaças à saúde e sobrevivência humana para os próximos 75 anos. Entre elas estão mudanças climáticas, pandemias, resistência antimicrobiana, desnutrição infantil e redução da ajuda internacional.
A Tilt (UOL) destaca dois cenários de extremo risco: o uso malicioso da IA para desenvolver armas biológicas e um eventual conflito nuclear que lançará partículas na atmosfera, bloqueando a luz solar e provocando fome global.
A Veja complementa que poluição do ar e resistência antimicrobiana são classificadas como ameaças catastróficas, com potencial de mais de um bilhão de DALYs acumulados.
Metodologia e métricas usadas
Conforme apurou a Tilt (UOL), os pesquisadores utilizaram o indicador DALY para estimar anos de vida saudável perdidos em razão de doenças, incapacidades e mortes prematuras.
A Veja informa que a análise foi conduzida pela Comissão Lancet sobre Ameaças Globais à Saúde no Século 21, composta por 35 especialistas internacionais. Resultados foram apresentados na Cúpula Mundial da Saúde em Berlim, na Alemanha, neste domingo (11).

O editorial da Lancet, publicado junto com o estudo, alerta que a escala dos danos, caso se concretizem, infligirá um apocalipse à humanidade.
Contexto e recomendações
Segundo a Tilt (UOL), os especialistas enfatizam que os riscos estão interligados e precisam ser enfrentados de forma conjunta, destacando a responsabilidade dos governantes em evitar um cenário de apocalipse.
A Veja acrescenta que o impacto das ameaças varia profundamente conforme a renda de cada região: enquanto países ricos enfrentam desafios ligados a doenças não transmissíveis e saúde mental, nações em desenvolvimento sofrem com falta de escolaridade e desnutrição.
Ambos os veículos citam que cortes recentes na ajuda humanitária promovidos por doadores como Estados Unidos e Reino Unido podem acarretar a perda de até 1,5 bilhão de anos de vida saudável, agravando ainda o cenário de risco global.


