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IA e guerra nuclear podem levar extinção humana até 2100, diz relatório da Lancet

Relatório da Comissão Lancet com 35 especialistas aponta 17 ameaças à sobrevivência humana, incluindo uso malicioso de IA e risco de guerra nuclear até 2100.

12 de out., 18:33 6 fontes · 5 países Segurança
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Nuvem em forma de cogumelo de explosão nuclear Foto: Sam Jotham Sutharson / Pexels

Relatório da Comissão Lancet sobre Ameaças Globais à Saúde no Século 21 identificou 17 ameaças à sobrevivência humana, sendo o uso malicioso da IA e a possibilidade de guerra nuclear classificadas como capazes de levar à extinção da humanidade até 2100.

Principais ameaças identificadas

Estudo aponta 17 grandes ameaças à saúde e sobrevivência humana para os próximos 75 anos. Entre elas estão mudanças climáticas, pandemias, resistência antimicrobiana, desnutrição infantil e redução da ajuda internacional.

A Tilt (UOL) destaca dois cenários de extremo risco: o uso malicioso da IA para desenvolver armas biológicas e um eventual conflito nuclear que lançará partículas na atmosfera, bloqueando a luz solar e provocando fome global.

A Veja complementa que poluição do ar e resistência antimicrobiana são classificadas como ameaças catastróficas, com potencial de mais de um bilhão de DALYs acumulados.

Metodologia e métricas usadas

Conforme apurou a Tilt (UOL), os pesquisadores utilizaram o indicador DALY para estimar anos de vida saudável perdidos em razão de doenças, incapacidades e mortes prematuras.

A Veja informa que a análise foi conduzida pela Comissão Lancet sobre Ameaças Globais à Saúde no Século 21, composta por 35 especialistas internacionais. Resultados foram apresentados na Cúpula Mundial da Saúde em Berlim, na Alemanha, neste domingo (11).

Placa de circuito com elementos que lembram cérebro artificial
Foto: Alexandra Krainyukhova / Pexels

O editorial da Lancet, publicado junto com o estudo, alerta que a escala dos danos, caso se concretizem, infligirá um apocalipse à humanidade.

Contexto e recomendações

Segundo a Tilt (UOL), os especialistas enfatizam que os riscos estão interligados e precisam ser enfrentados de forma conjunta, destacando a responsabilidade dos governantes em evitar um cenário de apocalipse.

A Veja acrescenta que o impacto das ameaças varia profundamente conforme a renda de cada região: enquanto países ricos enfrentam desafios ligados a doenças não transmissíveis e saúde mental, nações em desenvolvimento sofrem com falta de escolaridade e desnutrição.

Ambos os veículos citam que cortes recentes na ajuda humanitária promovidos por doadores como Estados Unidos e Reino Unido podem acarretar a perda de até 1,5 bilhão de anos de vida saudável, agravando ainda o cenário de risco global.

Apurado em 6 fontes

Tilt (UOL) (Brasil) · Nettavisen (Noruega) · Veja (Brasil)

ver as 6 fontes

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