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IA gera US$ 1 bilhão em custos extras para seguradoras Blue Cross

IA usada por seguradoras Blue Cross gera quase US$ 1 bilhão em custos extras em dois anos, estuda BCBSA

24 de set., 18:51 7 fontes · 8 países Mercado Produto
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Sistema de IA analisando prontuários em ambiente hospitalar Foto: Markus Spiske / Pexels

Ferramentas de inteligência artificial usadas por prestadores de saúde para identificar condições secundárias de pacientes geraram quase US$ 1 bilhão em custos adicionais para as seguradoras Blue Cross Blue Shield (BCBS) em dois anos. Segundo um estudo da Blue Cross Blue Shield Association (BCBSA) divulgado na quinta-feira (24), entre 2024 e 2025, os provedores faturaram US$ 653 milhões a mais por essas condições. Em comparação com 2023, o custo total subiu para US$ 942 milhões, de acordo com a Reuters.

Como a IA inflaciona os custos

A BCBSA disse que os provedores usam IA para escanear prontuários ou usar sistemas de escuta ambiente – que captam conversas com pacientes de forma passiva e redigem notas médicas. Quando condições adicionais ou coexistentes são documentadas, os atendimentos hospitalares são classificados como mais complexos. Isso faz com que as seguradoras paguem mais. O estudo analisou faturamento de pacientes internados em hospitais.

Luke Chalker, vice-presidente sênior de produto e ciência de dados da BCBSA, falou à Reuters: “Se os pacientes estivessem mais doentes de verdade, esperaríamos ver mais tratamento”. O estudo mostrou que, em cirurgias de intestino grosso, condições secundárias como obstruções parciais e excesso de ácido no corpo subiram 55% e 33% respectivamente, entre o primeiro trimestre de 2023 e o quarto trimestre de 2025. Mas a taxa de transfusões de sangue para pacientes com anemia – um tratamento comum – não subiu. Isso sugere que a IA está identificando condições que geram cobranças, não pacientes mais graves.

Médico utilizando assistente de IA para anotações clínicas durante consulta
Foto: Kampus Production / Pexels

Reação das seguradoras

Dra. Razia Hashmi, vice-presidente de assuntos clínicos da BCBSA, observou que os casos mais complexos não levaram a um aumento no volume de tratamento nas cirurgias intestinais. Seguradoras como a Centene já haviam dito que o uso de IA por sistemas de saúde causa pedidos de reembolso agressivos ou inadequados. Chalker acrescentou que a desconexão entre diagnósticos e tratamento mostra que a IA está criando mais condições cobráveis, não pacientes realmente mais graves.

Contexto dos dados

A BCBSA reúne 31 seguradoras independentes que cobrem mais de 100 milhões de pessoas. O estudo analisou faturamento de atendimentos hospitalares com internação. A associação não classificou o aumento como uso inadequado da IA, mas os números são um alerta sobre o impacto financeiro da tecnologia nas relações entre prestadores e pagadores de saúde.

Apurado em 7 fontes

The Economic Times (Índia) · PYMNTS (Estados Unidos)

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