Segundo o Al Borsa, o Banco Mundial projeta que a inteligência artificial possa aumentar a produtividade de 13% a 20% dos empregos no Oriente Médio, com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos liderando a preparação regional.
Preparação da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos
Segundo o Al Borsa, o relatório do Banco Mundial aponta que esses dois países são os únicos da região a figurar entre os 25 melhores do mundo em desenvolvimento de modelos de IA e em capacidade de computação de alto desempenho.
O Al Borsa acrescenta que os investimentos em centros de dados e em infraestrutura de computação concedem à Arábia Saudita e aos Emirados Árabes condições para participar da criação da tecnologia, não apenas de seu uso final.
IA como motor de crescimento econômico
Segundo o Al Borsa, o Banco Mundial indica que a IA está prestes a se tornar um dos mais fortes motores de crescimento econômico no Oriente Médio.
O Al Borsa acrescenta que essa expectativa está vinculada à estimativa de que a tecnologia possa elevar a produtividade de 13% a 20% dos empregos na região.
Desafio de integrar a IA na produção e na tomada de decisão
De acordo com o Al Borsa, o maior obstáculo para a difusão da IA no Oriente Médio não é a falta de hardware rápido, mas a dificuldade de levar a inteligência artificial de uma ferramenta individual para um componente essencial da produção, das cadeias de suprimento, dos serviços e das decisões de investimento.
O Al Borsa cita como exemplo os dados do Jordão: 96% das empresas que utilizam IA lá a empregam exclusivamente na geração de conteúdos (imagens, áudio e textos), enquanto menos de 5% já a incorporaram em processos produtivos ou em decisões estratégicas.

Segundo o Al Borsa, essa disparidade mostra que ter acesso à tecnologia não garante seu aproveitamento como força econômica plena.
Lacunas de investimento e de lançamentos de novos produtos com IA
Segundo o Al Borsa, apenas 16% das empresas locais lançaram um produto ou serviço novo respaldado por IA nos últimos três anos, contra 29% observados em economias emergentes semelhantes.
O Al Borsa também afirma que a região enfrenta desafios estruturais que atrasam a absorção da onda de IA na velocidade esperada em relação a outros mercados emergentes.
Segundo o Al Borsa, essa diferença indica que a região tem menor taxa de lançamento de novos produtos com IA em comparação a mercados emergentes parecidos.
O Al Borsa ressalta que, apesar do potencial de ganho de produtividade, a parcela de empregos ameaçada por automação direta permanece abaixo de 10% no curto prazo, segundo o mesmo relatório do Banco Mundial.

