Segundo a Kursiv Media Kazakhstan (edições da Rússia e do Cazaquistão), o Digital Defense Report da Microsoft indica que, em 2026, o setor governamental respondeu por 27% das atividades de ciberameaça observadas, um aumento frente aos 17% registrados no ano anterior, e que a inteligência artificial está sendo usada por hackers para acelerar ataques contra empresas e órgãos públicos.
Como a IA acelera as ações dos invasores
A Kursiv Media Kazakhstan informa que, segundo a Microsoft, criminosos já utilizam IA para automatizar ataques, enquanto muitas organizações ainda não adotam tecnologias de defesa com a mesma velocidade. A representante da Microsoft Natalia Burlakova afirma que os especialistas em segurança enfrentam ataques contínuos que agem com velocidade de máquina e não dependem de cansaço humano, portanto as equipes de proteção precisam empregar IA para restabelecer o equilíbrio.
Por que o setor governamental é alvo preferencial
De acordo com as mesmas fontes, a Kursiv Media Kazakhstan explica que os órgãos de governo atraem invasores devido ao grande volume de informações confidenciais que detêm e pela importância de manter serviços essenciais em funcionamento. Além disso, os sistemas governamentais estão interligados com outros órgãos, contratados, fornecedores de tecnologia e operadores de infraestrutura crítica, o que amplia o potencial de impacto de uma violação.

Recomendações da Microsoft para a defesa
A Kursiv Media Kazakhstan relata que a Microsoft recomenda que os órgãos governamentais se preparem antecipadamente para ataques, protejam contas de usuário e infraestrutura crítica, controlem o uso de IA dentro das organizações e compartilhem informações sobre ameaças com o setor privado. Também é aconselhado monitorar agentes de IA que atuam em nome de usuários, pois eles frequentemente possuem os mesmos privilégios de acesso e precisam ter suas atividades supervisionadas.
O que ainda não foi divulgado
As matérias da Kursiv Media Kazakhstan não revelam o número absoluto de atividades de ciberameaça observadas, limitando-se a apresentar apenas os percentuais de 17% e 27% para os setores governamentais em 2025 e 2026, respectivamente.


