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Huawei quer competir com Nvidia na infraestrutura de IA

Huawei vai competir com Nvidia na infraestrutura de IA usando chips Ascend e arquitetura SuperPoD para driblar restrições dos EUA a chips avançados.

17 de set., 13:41 18 fontes · 13 países Infra
InfraNVIDIA
Sala de servidores de um data center com luzes azuis Foto: panumas nikhomkhai / Pexels

A Huawei anunciou que pretende competir com a Nvidia na infraestrutura de inteligência artificial, utilizando seus próprios chips Ascend e arquitetura SuperPoD para contornar a restrição de acesso a chips avançados dos Estados Unidos.

Declarações de Guo Ping

Segundo o ABC Color do Paraguai, Guo Ping, presidente do conselho de supervisão da Huawei, afirmou que desenvolver agentes de IA competitivos a nível mundial representa uma "oportunidade importante" para a empresa.

O Notícias ao Minuto de Portugal também reportou que ele reconheceu que a China está atrás dos EUA em capacidade de processamento, mas vê vantagens na aplicação de dados, em cenários industriais e em uma reserva de talento semelhante à norte-americana, segundo informações do portal Yicai.

Estratégia baseada em chips Ascend e arquitetura SuperPoD

Ambas as fontes indicam que a Huawei pretende reduzir a diferença de capacidade de processamento usando os processadores Ascend, em particular o Ascend 950, e uma arquitetura que permite agrupar grandes quantidades de chips em sistemas como o SuperPoD, em vez de competir apenas pela potência individual de cada semicondutor.

A estratégia consiste em oferecer a infraestrutura (Ascend, Kunpeng e SuperPoD) para que modelos de IA de diversos desenvolvedores possam ser executados, sem que a Huawei desenvolva seu próprio modelo de IA.

Close-up de um chip Ascend da Huawei em placa mãe
Foto: Armando Are / Pexels

Guo Ping acrescentou que a empresa não tem planos de ampliar suas áreas de negócio e quer oferecer opções diversificadas para o desenvolvimento da IA.

Contexto das restrições americanas e do debate internacional sobre IA

O Hoje Macau de Macau ressaltou que a iniciativa ganha relevância diante das restrições impostas pelos Estados Unidos ao acesso da China a chips avançados, que têm levado Pequim a acelerar o desenvolvimento de alternativas nacionais.

As declarações surgem no meio de um debate internacional sobre a futura direção da IA, no qual figuras como Dario Amodei (Anthropic), Sam Altman (OpenAI) e Elon Musk (xAI) têm defendido a redução do desenvolvimento por razões de segurança, enquanto o presidente norte-americano Donald Trump rejeitou essa possibilidade, argumentando que ela poderia favorecer a China na corrida tecnológica.

Esse debate colocou a competição entre EUA e China no centro da discussão sobre o futuro da IA, tanto em termos de liderança tecnológica quanto da possibilidade de criar mecanismos comuns para controlar os riscos associados à tecnologia

Apurado em 18 fontes

ABC Color (Paraguai) · Notícias ao Minuto (Portugal) · Hoje Macau (Macau)

ver as 18 fontes

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