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Hacker usa agentes de IA para invadir John Deere SharkNinja

Mais de 100 sites foram invadidos por agentes de IA que agiram quase sem intervenção humana, segundo a Norforge.

20 de out., 02:01 5 fontes · 2 países Segurança
Segurança
Ilustração de um ataque cibernético com código e tela de computador Foto: Lucas Andrade / Pexels

Um hacker utilizou um exército de agentes de IA para invadir mais de 100 sites, incluindo os de John Deere, SharkNinja e Cummins, segundo a empresa de segurança Norforge.

Como os agentes de IA atuaram

Segundo a Norforge, os agentes de IA foram responsáveis pela maior parte das atividades invasivas, com pouca intervenção humana. Eles operaram por meio da plataforma de código aberto chamada Cairn, descrita como um “motor de resolução de problemas de uso geral”. Os invasores definiram um ponto de partida e um ponto de chegada para os agentes, que registravam o progresso enquanto executavam as tarefas. A Norforge indica que os invasores usaram menos de cem caracteres chineses para descrever as táticas preferidas de intrusão e que cada invasão bem‑sucedida levou cerca de vinte e três horas para ser concluída.

Respostas das empresas afetadas

A John Deere informou à Reuters que não há indícios de que informações sensíveis tenham sido acessadas como resultado do ataque. A SharkNinja disse que a violação atingiu um site independente que contém informações de suporte a produtos e que a ameaça já foi contida. A Cummins, por meio de sua porta‑voz Melinda Koski, afirmou estar investigando o relato de um possível ataque cibernético a um site operado por um de seus fornecedores terceirizados. John Deere e SharkNinja não responderam imediatamente ao pedido de comentário da The Verge.

Contexto sobre a plataforma Cairn e os riscos identificados

A Norforge identificou mais de vinte instâncias expostas da Cairn que são provavelmente maliciosas. Entre elas, o invasor responsável pelos ataques foi classificado como o “mais ativo”. As ações desse invasor visaram empresas localizadas nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão, conforme relatado pela Reuters. O criador da Cairn, conhecido pelo apelido @le1xia0, declarou anteriormente que a plataforma nunca foi projetada como uma ferramenta de hacking e que qualquer uso indevido é uma decisão humana, não uma característica do mecanismo. A Norforge afirmou estar trabalhando para que as instâncias maliciosas sejam removidas e destacou que o crescimento da capacidade dos agentes de IA tem elevado as preocupações com violações de segurança cibernética impulsionadas por inteligência artificial.

Apurado em 5 fontes

The Verge (Estados Unidos)

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