O governo da Guiana iniciou uma revisão nas penalidades para a criação e disseminação de conteúdo manipulado por inteligência artificial. A medida foi solicitada pelo presidente Mohamed Irfaan Ali à Procuradoria-Geral após relatos de prejuízos econômicos causados por desinformação online.
A iniciativa surgiu após uma consulta pública realizada na quinta-feira na Escola Primária de Mon Repos. O caso que motivou a decisão envolve a tragédia do navio MV Barima, ocorrida em 18 de julho de 2026. Segundo o governo, a circulação de vídeos e imagens adulterados por IA sobre o incidente gerou confusão pública e um recuo acentuado no consumo de pescados, prejudicando diretamente a renda de pescadores locais.
Revisão legislativa e combate à desinformação
O presidente Irfaan Ali determinou que o procurador-geral, Mohabir Anil Nandlall, analise as leis atuais para endurecer as punições para esse tipo de prática. O chefe de Estado afirmou que a propagação de desinformação baseada em tecnologia causa danos graves às comunidades e ao tecido social do país. A determinação coloca o aparato jurídico guianense em alerta para conter o uso indevido de ferramentas de IA que alteram a percepção da realidade.

Campanha educativa governamental
Além da revisão das punições, o governo anunciou o lançamento de uma campanha de educação pública. O objetivo é capacitar a população para identificar conteúdos manipulados e compreender os riscos associados à desinformação digital. A estratégia faz parte das ações de consulta do governo com residentes para mitigar desafios que afetam a subsistência das comunidades locais.
O que ainda não foi divulgado
- Os detalhes específicos sobre as penas que serão alteradas.
- O cronograma para a implementação das novas medidas legais.
- Os critérios técnicos que definirão quais conteúdos de IA serão alvo de penalização imediata.
A notícia foi reportada em 2 veículos oficiais na Guiana.


