OCTO+

Guerra nuclear e IA podem causar extinção até 2100

A comissão da The Lancet listou 17 ameaças catastróficas à saúde, destacando que ainda existe um caminho realista para agir diante de cada risco.

10 de out., 22:04 2 fontes · 2 países Segurança Pesquisa
Segurança
Explosão nuclear com nuvem em forma de cogumelo Foto: Edu Raw / Pexels

Segundo o The Guardian US, guerra nuclear e IA podem causar extinção da humanidade até 2100.

Principais riscos identificados

Segundo o The Guardian US, a comissão modelou quantos anos de boa saúde poderiam ser perdidos por doença, incapacidade ou morte prematura devido a cada ameaça, usando a métrica de anos de vida ajustados pela incapacidade (DALYs). Além do risco de extinção por conflito nuclear ou uso malicioso da IA, incluindo a possibilidade de armas biológicas criadas por IA, a lista de 17 ameaças catastróficas inclui poluição do ar, resistência antimicrobiana, desnutrição infantil, mudanças climáticas, conflitos convencionais, redução da ajuda internacional, consumo elevado de álcool, pressão alta, desigualdade de renda, baixa escolaridade, pandemias naturais, obesidade, saúde mental ruim, tabagismo e envelhecimento inadequado. Para ser incluída, cada ameaça precisava ter potencial para causar um alto número de DALYs e também existir alguma solução viável.

Ações que podem evitar perdas

Segundo o The Guardian US, limitar o aquecimento global a aproximadamente 1,8 °C (em vez de deixar que alcance 4,4 °C) poderia impedir a perda de 1,89 bilhão de anos de vida saudável, conforme a modelagem de cenários otimista e pessimista para cada risco. O relatório também alerta que o possível colapso ou forte corte da ajuda internacional à saúde pode gerar até 1,5 bilhão de DALYs antes de 2100, algo que já está acontecendo, já que doadores como os EUA e o Reino Unido anunciaram grandes reduções nos gastos com ajuda no último ano. A comissão destacou que todas as ameaças interagem e devem ser enfrentadas conjuntamente, mas ressaltou que há um "caminho realista para agir" em cada caso. O presidente da comissão, Christopher Murray, diretor do Institute for Health Metrics and Evaluation da Universidade de Washington, afirmou que as decisões de líderes de hoje definirão a saúde e o bem‑estar das próximas gerações. Ibrahim Abubakar, membro da comissão e professor de epidemiologia de doenças infecciosas da UCL, disse que o objetivo não é assustar, mas mostrar aos gestores quais são as threats e que ação pode fazer a diferença. Um editorial da The Lancet acompanhando o relatório advertiu que, se realizadas, as danos causariam um apocalipse para a humanidade.

Apurado em 2 fontes

The Guardian US (Estados Unidos)

ver as 2 fontes

Continue lendo

Receba sem abrir o site

no e-mail ou no WhatsApp · análises + plantão + resumo semanal · cancele com 1 clique
Pronto. A primeira edição chega no seu e-mail.

Assine GRÁTIS e cancele com 1 CLIQUE quando quiser. ;)