Em 2 de outubro de 2026, a empresa sueca SKF divulgou um vídeo publicitário de 99 segundos que apresenta uma versão digitalmente gerada da atriz Greta Garbo, produzida com recurso a inteligência artificial, com o objetivo de divulgar sua linha de rolamentos.
Produção do vídeo
A imagem da atriz foi obtida por meio de instruções de texto enviadas a redes neurais, segundo a publicação russa Snob. Essas redes produziram uma representação visual que depois foi sobreposta à performance de outra atriz. A fala de Garbo foi reconstruída a partir de um trecho de áudio de um filme antigo em que ela aparece. A cobertura do The Guardian também citou essa mesma metodologia.
Ligação histórica com a SKF
A Snob destaca que a escolha de usar a imagem de Greta Garbo está ligada ao histórico da própria SKF. Em 1921, antes mesmo de Garbo alcançar fama internacional, ela já havia participado de um filme publicitário produzido pela empresa sueca.

Primeiro uso póstumo em movimento
O lançamento do vídeo marca o primeiro caso de uso póstumo da imagem em movimento de Greta Garbo. Antes disso, a semelhança da atriz havia aparecido apenas em campanhas de marcas de moda, sem registros de uso em animações ou produções cinematográficas após sua morte.
Autorização da família e futuro incerto
Os herdeiros da atriz, consultados pela Snob, confirmaram que o projeto foi acordado com a família, que autorizou a criação da réplica digital e disse estar aberta a novas explorações do recurso — inclusive em filmes. Mas, mesmo assim, nenhum projeto cinematográfico específico foi anunciado, nem acordo fechado com estúdios ou produtores até agora.


