A GPT-6 Astra, modelo de IA da SentinelOne, decifrou uma carta criptografada enviada por Napoleão Bonaparte em 1809 ao general Auguste de Marmon, segundo a Tengrinews do Cazaquistão e o Kommersant da Rússia. O documento continha cerca de 1,3 mil unidades criptografadas e 155 símbolos distintos, cuja chave havia se perdido, conforme as mesmas fontes.
Como a IA conseguiu a decifração
Segundo a Inc. Russia e confirmado pela Tengrinews, o engenheiro Carter Church carregou na IA 33 símbolos já decifrados por pesquisadores e pediu à GPT-6 Astra que explorasse variaçóes pelo método de simulação de aquecimento, comparando cada tentativa com documentos do período e com trabalhos do próprio Marmon.
Conteúdo da mensagem
O Kommersant informa que a carta instruía Marmon a preparar o exército para o confronto com a Áustria, alertando que o inimigo seria atacado de vários lados e avançaria rapidamente para a derrota. A Tengrinews complementa que o texto dizia que a Áustria seria atacada simultaneamente por todos os lados e que estava a caminho de sua perdição. Após a decifraḉ, as tropas de Marmon se juntaram ao exército de Napoleão e tiveram papel decisivo na batalha de Wagram, quando Marmon recebeu o posto de marechal, conforme o Kommersant.

Divergência entre as fontes
A Tengrinews traz o tweet de Carter Church e a referência ao site da OpenAI, detalhes ausentes nas publicações russas. A mesma fonte é a únnica a mencionar que a carta foi remetida por meio do enteado de Napoleão, Eugène de Beauharnais, segundo o Kommersant.
O que permanece incerto
As fontes não informam se a GPT-6 Astra foi usada em outros cifrados históricos nem quais os recursos computacionais empregados além do tempo de seis horas.


