O Departamento de Justiça dos EUA, sob a administração Trump, apresentou uma declaração de interesse apoiando a OpenAI nas ações de direitos autorais movidas pelo New York Times e pela Ziff Davis, afirmando que exigir pagamento pelo conteúdo usado no treinamento de modelos de IA prejudicaria a competitividade americana e a segurança nacional; a empresa de IA está avaliada em US$ 852 bilhões.
Argumentos do governo e impacto nacional
Segundo o Valor Econômico, o governo alegou que leis que dificultem o desenvolvimento de IA colocam em risco a segurança nacional e beneficiam adversários estrangeiros, e que os modelos de linguagem podem ajudar criadores independentes a enfrentar grandes conglomerados de mídia.
O Tilt (UOL) acrescentou que limitar a capacidade da OpenAI de treinar seus modelos com milhões de artigos impediria o progresso criativo e científico, prejudicando a prosperidade e a mobilidade econômica americanas.
The Verge apontou que o Departamento de Justiça também citou ordens executivas de Trump que determinam a liderança dos EUA no setor de IA como base para o apoio à empresa.

O Valor Econômico ainda nota que a intervenção pode afetar dezenas de ações movidas por criadores, editoras e detentores de direitos autorais, que acusam laboratórios de IA de coletar conteúdo sem permissão ou pagamento, e que o New York Times processou a big tech devido a uso indevido de material protegido por direitos autorais em chatbot.
Resposta do New York Times e contexto do caso
O porta-voz do New York Times, Graham James, disse que a administração está ao lado de poucas empresas de IA de trilhões de dólares, em vez de proteger criadores americanos, e que IA e criadores podem coexistir se as empresas pagarem pelo conteúdo utilizado, conforme exige a lei de direitos autorais.
Segundo o Valor Econômico, a ação do New York Times foi aberta no fim de 2023, acusando a OpenAI de ter usado milhões de artigos sem autorização para treinar seus modelos; o mesmo tribunal enfrenta outra ação movida pela Ziff Davis, empresa‑mãe do CNET, que alega violação de direitos autorais em 2025. O caso segue na Corte Distrital do Sul de Nova York.


