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Google enfrenta protestos por centro de dados na Índia

Moradores de Visakhapatnam protestam contra o centro de dados de US$15 bilhões do Google, temendo impactos ambientais e escassez de água.

11 de out., 03:03 4 fontes · 3 países Infra Infraestrutura
InfraGoogle
Obra de construção de centro de dados com máquinas e terreno desnivelado Foto: Renew HQ / Pexels

Google enfrenta protestos na Índia por seu projeto de centro de dados de US$15 bilhões em Visakhapatnam, no estado de Andhra Pradesh.

Local e escala do empreendimento

Escavadeiras já arrasaram vegetação e áreas agrícolas em um terreno de 600 acres — mais de 340 campos de futebol — em uma região portuária que serve como ponto de desembarque de cabos submarinos de internet ligando a Índia a Singapura.

Preocupações levantadas por moradores e ativistas

Moradores relatam que o desmatamento deixou marcas vermelhas no solo onde plantações de manga e caju cresciam. Uma agricultora recebeu mais de US$82 mil pelos dois hectares que perdeu, mas afirma que a negociação faltou respeito. Há temor de que o consumo de água para resfriamento agrave a escassez hídrica na região, além de possíveis danos ao ambiente e geração limitada de empregos qualificados.

Manifestantes segurando cartazes com algemas ao redor do logotipo do Google
Foto: Alfo Medeiros / Pexels

Posição das autoridades e da empresa

O governo de Andhra Pradesh informou que, além da compensação financeira, novas moradias estão sendo construídas para as famílias deslocadas. Alexander Smith, responsável pela infraestrutura e energia do Google na Ásia-Pacífico, afirmou que o empreendimento tem obrigação de deixar a comunidade, a bacia hidrográfica e a rede elétrica em melhor estado. A empresa pretende usar tecnologia avançada de resfriamento por ar, reduzindo a dependência de água.

Expectativas de impacto econômico

Google projeta que o centro de dados gerará aproximadamente US$688 milhões de atividade econômica por ano na região e criará cerca de 4.200 vagas durante a fase de construção, além de centenas de postos especializados quando entrar em operação, prevista para 2028. O governo estadual estima a geração de 188 mil empregos diretos e indiretos.

Pontos que ainda não foram divulgados

Apurado em 4 fontes

Free Malaysia Today (Malásia) · New Straits Times (Malásia)

ver as 4 fontes

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