Google enfrenta protestos na Índia por seu projeto de centro de dados de US$15 bilhões em Visakhapatnam, no estado de Andhra Pradesh.
Local e escala do empreendimento
Escavadeiras já arrasaram vegetação e áreas agrícolas em um terreno de 600 acres — mais de 340 campos de futebol — em uma região portuária que serve como ponto de desembarque de cabos submarinos de internet ligando a Índia a Singapura.
Preocupações levantadas por moradores e ativistas
Moradores relatam que o desmatamento deixou marcas vermelhas no solo onde plantações de manga e caju cresciam. Uma agricultora recebeu mais de US$82 mil pelos dois hectares que perdeu, mas afirma que a negociação faltou respeito. Há temor de que o consumo de água para resfriamento agrave a escassez hídrica na região, além de possíveis danos ao ambiente e geração limitada de empregos qualificados.

Posição das autoridades e da empresa
O governo de Andhra Pradesh informou que, além da compensação financeira, novas moradias estão sendo construídas para as famílias deslocadas. Alexander Smith, responsável pela infraestrutura e energia do Google na Ásia-Pacífico, afirmou que o empreendimento tem obrigação de deixar a comunidade, a bacia hidrográfica e a rede elétrica em melhor estado. A empresa pretende usar tecnologia avançada de resfriamento por ar, reduzindo a dependência de água.
Expectativas de impacto econômico
Google projeta que o centro de dados gerará aproximadamente US$688 milhões de atividade econômica por ano na região e criará cerca de 4.200 vagas durante a fase de construção, além de centenas de postos especializados quando entrar em operação, prevista para 2028. O governo estadual estima a geração de 188 mil empregos diretos e indiretos.
Pontos que ainda não foram divulgados
- Detalhes das avaliações ambientais e sociais independentes solicitadas pelos manifestantes.
- Cronograma preciso para cada fase de obra e para a entrada em plena operação.
- Especificações técnicas exatas do sistema de resfriamento por ar que será adotado.


