Google teve obras de data centers paralisadas na Finlândia após determinação da Autoridade de Licenciamento e Supervisão (LVV), que flagrou desmatamento sem avaliação de impacto ambiental. Já na Índia, o tribunal de Andhra Pradesh autorizou a continuação do projeto Google-Adani, avaliado em US$ 15 bilhões, sob risco do desenvolvedor, aguardando revisão de preocupações ambientais.
Paralisação na Finlândia pela falta de avaliação ambiental
O The Guardian US e o Le Monde Pixels informam que a LVV ordenou a Google suspender imediatamente os trabalhos preparatórios em Muhos e Kajaani, com prazo final de 23 de outubro. A empresa derrubou 330 hectares em Muhos e quase 200 em Kajaani sem concluir a avaliação de impacto. A Google tem até a próxima quarta-feira para responder por escrito. A LVV considera que as obras já realizadas — limpeza do solo, corte de árvores e construção de estradas — alteram o ambiente, exigindo análise prévia. Caso contrário, a autoridade pode aplicar multa. A Google reconheceu ter agido abaixo do próprio padrão e afirmou que vai seguir as orientações da LVV, destacando planos de replantio de 130 hectares.
Decisão do tribunal de Andhra Pradesh sobre o Google-Adani
O Mint revela que o tribunal permite a continuidade das obras no terreno do Google-Adani em Visakhapatnam, na fase de demolição, nivelamento e corte de árvores, mas sob responsabilidade exclusiva do desenvolvedor. A decisão atende a uma ação do ativista Bolisetty Satyanarayana, que questiona a proximidade com o território de Simhachalam Devasthanam e o uso de terras do trust do templo Varaha Lakshmi Narasimha. O governo de Andhra Pradesh garantiu que seguirá as regras ambientais. O Grupo Adani e o Google não se manifestaram.


