Google lançou seu primeiro satélite com IA a bordo, o protótipo do Projeto Suncatcher, a partir da Base Espacial de Vandenberg, na Califórnia, em um voo da missão Transporter‑18 da SpaceX, conforme informado pelo The Independent e pela NPR.
Detalhes da missão
Segundo o The Independent, o satélite tem o tamanho de uma geladeira e traz quatro chips Tensor Processing Unit (TPU) projetados para machine learning, que executam uma versão do modelo Gemma da Google por até 15 minutos de cada vez devido a limitações de aquecimento.
A NPR acrescenta que o objetivo da missão é medir como os TPUs lidam com o estresse físico do voo espacial, a radiação e os extremos térmicos do espaço, incluindo o risco de superaquecimento no vácuo, onde não há fluxo de ar para refrigeração.
Contexto e preocupações
O The Independent observa que lanços anteriores, como o PhiSat‑1 da Agência Espacial Europeia, já levaram chips de IA para monitoramento ambiental, mas o Suncatcher é o primeiro a testar computação de nível de data center em órbita.

A mesma fonte cita que o CEO da SpaceX, Elon Musk, pediu à FCC autorização para até um milhão de satélites destinados a serem data centers de IA, o que gerou críticas sobre risco de colisões, detritos espaciais, poluição luminosa e possível monopólio de órbita baixa, já que a Starlink controla mais de 11 000 dos aproximadamente 16 000 satélites operacionais.
A NPR destaca que o projeto aproveita a energia solar quase contínua em órbita sincrônica com o Sol, reduzindo a necessidade de baterias pesadas, e que a Google vê a iniciativa como parte de sua história de "moonshots" para suportar o que a IA pode trazer à humanidade.
O que ainda não foi divulgado
Não foram divulgados o custo total do Projeto Suncatcher, a data exata de lançamento além de "quinta-feira", nem os planos específicos para missões subsequentes ou a escala pretendida da constelação de satélites com IA.


