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Google gera primeira IA em órbita com TPU espacial e escreve haiku

Satélite protótipo do Project Suncatcher respondeu a um prompt enviado da Terra usando o modelo Gemma 4 da Google DeepMind.

30 de out., 23:47 8 fontes · 6 países Pesquisa Produto
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Satélite espacial com antenas comunicando-se com a Terra Foto: Der_ Hördt / Pexels

O primeiro centro de dados espacial da Google entrou em operação e respondeu a um prompt enviado da Terra, gerando uma resposta de IA que incluiu um haiku sobre a experiência de estar no espaço.

O satélite protótipo do Project Suncatcher, lançado em 1 de outubro a bordo de um foguete Falcon 9 da SpaceX, carrega quatro unidades de processamento de tensor (TPU) da Google e opera com até 1 kW de potência solar. Após cerca de três semanas de testes em órbita, a equipe realizou a primeira comunicação ativa com o solo. Os engeneiros enviaram um comando para o modelo Gemma 4, desenvolvido pela Google DeepMind, solicitando um haiku espacial. A resposta foi: "Blue marble below / Data streams in silent grace / Starlight feeds my core."

Limite de energia e testes de radiação

A alta demanda energética dos TPUs limita o tempo de ativação a cerca de 20 minutos por sessão, o que complica a transmissão de dados entre o satélite e a Terra. A Google destacou que os testes em laboratório em aceleradores de partículas foram úteis, mas agora é necessário avaliar como a radiação espacial afeta o hardware real. Bits de memória podem ser invertidos por partículas cósmicas, causando corrupção silenciosa de dados — um risco particularmente relevante para cargas de trabalho contínuas de inferência.

Próximos passos e integração com a SpaceX

Caso os testes atuais confirmem a estabilidade dos chips em órbita, a Google planeja lançar dois novos satélites equipados com TPUs avançados em 2027. Essas próximas missões contarão com maior capacidade de geração de energia e demonstrarão conexões ópticas entre satélites — uma característica distintiva do Suncatcher em comparação a outras iniciativas de centros de dados espaciais, como as desenvolvidas pela Starcloud e Cowboy Space, que operam de forma descentralizada.

Chip de processamento de IA instalado em satélite em órbita
Foto: Steve A Johnson / Pexels

Diferenças na cobertura internacional

Enquanto a imprensa chinesa destacou o marco tecnológico como um avanço industrial estratégico, a edição norte-americana da TechCrunch enfatizou os desafios técnicos e a conexão estratégica entre a Google e a SpaceX, especialmente por meio do uso comum do foguete Starship. Ambas as fontes coincidem sobre os detalhes operacionais, incluindo o conteúdo do haiku e o papel do modelo Gemma 4.

O que ainda não foi divulgado

A Google não especificou quais métricas serão usadas para validar o desempenho dos TPUs em órbita, nem detalhou como os possíveis erros de radiação serão corrigidos em tempo real. Além diso, não há previsões sobre custos de missão ou cronograma exato para os satélites de 2027.

Apurado em 8 fontes

TechCrunch (Estados Unidos) · IT之家 (IT Home) (China)

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