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Google DeepMind e GovTech criam IA on‑device contra golpes

O modelo fine‑tuned da Gemma roda exclusivamente no aparelho, sem envio de dados para a nuvem.

14 de out., 23:02 6 fontes · 6 países Segurança
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Tela de smartphone mostrando aviso de proteção contra golpes Foto: Dan Nelson / Pexels

Google DeepMind e a Government Technology Agency de Singapura (GovTech) anunciaram um modelo de IA que roda diretamente nos smartphones para identificar tentativas de golpe em conversas privadas. Segundo o comunicado do Google DeepMind (Reino Unido), as fraudes representam mais da metade dos crimes registrados em Singapura e já causaram perdas superiores a S$4 bilhões desde 2019, sendo que até 80 % desse valor vem de esquemas de engenharia social, como fraudes de investimento, ofertas falsas de emprego e imitação de autoridades públicas.

Como o modelo detecta golpes no aparelho

O sistema utiliza uma versão enxuta do modelo Gemma, afinada com diálogos locais de golpes, incluindo imitações de bancos, agências governamentais e figuras conhecidas. Segundo o Google DeepMind, a detecção ocorre em duas etapas: primeiro, um classificador leve analisa as mensagens recebidas com baixo consumo de bateria, focado em ameaças potenciais; se houver suspeita, o Gemma conduz uma análise contextual de um trecho maior da conversa para confirmar o risco ou descartar um falso alarme.

Born's Tech and Windows World (Alemanha) acrescenta que o processamento acontece exclusivamente no aparelho, sem envio de dados para a nuvem, e que o usuário deve conceder permissão explícita para que o modelo acesse as conversas do aplicativo, conforme os termos de uso desse software. Assim, nem a GovTech nem o Google conseguem acessar o conteúdo das mensagens por meio da implantação do modelo.

Governança, privacidade e apresentação oficial

De acordo com o Google DeepMind, o treinamento foi realizado dentro do ambiente GCP gerenciado pela GovTech, chamado “Sandbox Soberano”, garantindo que nenhum dado de cidadão fosse usado; em vez disso, empregaram relatórios de golpes anonimizados e feeds de ameaça, complementados por diálogos sintéticos produzidos especificamente para o exercício.

Diagrama do modelo de IA mostrando processamento on‑device
Foto: Google DeepMind / Pexels

O modelo foi apresentado na Singapore International Cyber Week (SICW) 2026, evento citado tanto pelo Google DeepMind quanto pela Born's Tech, e descrito como um exemplo de como plataformas de mensagens podem combinar proteção ao usuário com criptografia de ponta a ponta. Ainda segundo o Google DeepMind, a implantação será feita em fases, em parceria com a GovTech, e integrada aos aplicativos escolhidos pelos desenvolvedores.

O que ainda não foi divulgado

Nem o Google DeepMind nem a Born's Tech revelaram métricas de acurácia do modelo, nem uma data exata de disponibilidade para o público ou para desenvolvedores de aplicativos.

Também permanece em aberto a decisão de se o sistema será integrado como componente padrão do Android ou distribuído apenas por meio de parcerias com apps de mensagens, bem como quaisquer planos de expansão para outros sistemas operacionais ou regiões além de Singapura.

Apurado em 6 fontes

Google DeepMind (Reino Unido) · Born's Tech and Windows World (Alemanha)

ver as 6 fontes

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