O Google pretende construir em Visakhapatnam, no sudeste da Índia, seu maior centro de dados fora dos Estados Unidos, com investimento de US$ 15 bilhões (cerca de R$ 75 bilhões) e capacidade de 1 gigawatt, mas o projeto já divide a cidade entre promessas de receita e temeros ambientais.
Promessa de empregos e impulso econômico
O primeiro‑ministro indiano, Narendra Modi, recebeu o investimento de braços abertos. Para ele, o hub é forma de inserir o país na corrida global pela inteligência artificial. O projeto promete milhares de empregos diretos e indiretos na região de Vizag, segundo o O Globo. A área escolhida para o empreendimento equivale a mais de 340 campos de futebol, informa O Tilt (UOL).
Preocupações ambientais e protestos locais
Moradores e organizações não governamentais temem que o consumo de água e energia do futuro data center afete aquíferos e uma reserva natural próxima à região, conforme O Tilt (UOL). Cartazes com a frase "Os dados não se bebem" e com o logotipo do Google algemado foram exibidos por opositores ao projeto, relata O Globo. A agricultora Chandala Sadamma, de 50 anos, afirma ter vendido seu terreno de 0,8 hectare por pouco mais de US$ 82 mil sem saber que seria destinado ao Google e diz que, ao observar as escavadeiras, sente vontade de chorar. Ambos os veículos apontam que um dos três terrenos selecionados fica ao lado de uma reserva natural e outro está próximo de um importante aquífero. Moradores levaram o caso à Justiça e pedem uma moratória na construção até que sejam realizadas avaliações independentes de impacto social e ambiental.
Outros investimentos na região
O grupo americano Digital Realty, em parceria com o conglomerado indiano Reliance Industries e a Brookfield, está investindo US$ 11 bilhões em um segundo centro de dados em Visakhapatnam, cujo objetivo é o treinamento de modelos de inteligência artificial, informam O Tilt (UOL) e O Globo.


