Google está em negociações para fechar um acordo de fornecimento de energia nuclear com a Constellation Energy, visando suprir a crescente demanda de seus data centers de inteligência artificial.
Detalhes segundo a Analytics Insight
Segundo a Analytics Insight, a matriz Alphabet está próxima de assinar um contrato plurianual com a Constellation Energy cujo valor seria de, no mínimo, US$ 1 bilhão ou mais. A publicação indica que o valor exato e o volume de energia ainda não foram definidos e que ambas as empresas se recusaram a comentar o assunto. O movimento está vinculado à necessidade de mais eletricidade para os data centers que suportam a expansão da IA, já que a energia nuclear pode operar continuamente, atendendo à demanda de operação 24 horas.
O artigo lembra que o Google já havia firmado, em 2025, um acordo para comprar energia da NextEra Energy com o objetivo de ajudar a reiniciar a usina nuclear Duane Arnold, em Iowa, e também tinha apoiado melhorias em duas usinas da Southern Co. Outras grandes companhias de tecnologia seguiram o mesmo caminho: a Amazon comprou 690 megawatts da Constellation e o Microsoft apoia a retomada do reator da antiga usina Three Mile Island. O texto destaca que, à medida que o uso de IA cresce, a necessidade de um suprimento estável de eletricidade, inclusive para refrigeração dos servidores, faz com que as empresas olhem para usinas existentes e upgrades em vez de aguardar a construção de novas plantas, que pode levar anos.
Informações divulgadas pela ARY News
A ARY News, com base em informações da Reuters, afirma que o Google já contratou 3.590 megawatts de energia da Constellation Energy na maior rede elétrica dos EUA. Destes, aproximadamente um quarto seria proveniente de nova geração nuclear. O acordo permitiria à Constellation realizar mais de US$ 4,3 bilhões em novos investimentos, envolvendo o aumento da capacidade de diversos reatores nucleares localizados no Middle West e no Mid-Atlantic.
Segundo a mesma fonte, o Google firmou um contrato de compra de energia por 20 anos para 890 megawatts provenientes de usinas nucleares da Constellation que deverão ser atualizadas para gerar mais eletricidade a partir dos reatores já existentes. A primeira entrega dessa energia atualizada está prevista para 2028. Além disso, o companhia acertou um fornecimento adicional de 2.700 megawatts na região PJM, que não está vinculado a uma fonte específica de geração e serviria como garantia de receita de longo prazo para as usinas operacionais da Constellation.

A ARY News ainda traz a declaração de Amanda Peterson Corio, responsável global de energia e poder do Google, que afirma que a companhia está comprometida em atender seu crescimento de forma responsável investindo em energia limpa e confiável que acrescente capacidade à rede elétrica nacional. O acordo envolveria a modernização de 11 unidades nucleares situadas em Illinois, Pennsylvania e New Jersey, dentro da área de atuação da PJM Interconnection. A matéria cita ainda que a PJM propôs exigir que clientes de data centers conectados à rede de 13 estados tragam sua própria energia ou corram o risco de serem desconectados remotamente nos períodos de pico, e que o acordo entre Google e Constellation seria uma resposta direta a essa proposta.
Onde as fontes divergem
Enquanto a Analytics Insight fala de um possível acordo de, no mínimo, US$ 1 bilhão ou mais, sem especificar o volume de energia, a ARY News cita um valor superior a US$ 4,3 bilhões e detalha quantidades específicas de megawatts contratados (3.590 MW no total, sendo 890 MW em um PPA de 20 anos e 2.700 MW em fornecimento adicional na PJM). Essa diferença pode refletir estágios distintos das negociações ou a inclusão de componentes distintos (por exemplo, investimentos da Constellation versus valor do contrato de compra de energia). Ambas as fontes concordam que o objetivo é garantir energia nuclear para os data centers de IA do Google.
Contexto da corrida por energia para IA
As duas publicações apontam que o movimento do Google faz parte de uma tendência mais ampla entre grandes empresas de tecnologia. A Amazon já tem acordo para comprar 690 megawatts da Constellation; o Microsoft está envolvido na retomada do reator da Three Mile Island para atender seus data centers. O crescimento da demanda por processamento de IA aumenta a necessidade de eletricidade estável e de baixo carbono, levando as companhias a buscar contratos diretos com operadores de usinas nucleares em vez de depender apenas da rede convencional.
O que ainda não foi divulgado
- O valor final do acordo entre Google e Constellation.
- O volume exato de energia que será entregue sob o contrato.
- Posições oficiais das empresas sobre os termos das negociações.
- Data prevista para o anúncio público do acordo.


