Em 8 de setembro de 2026, o Google publicou um alerta dizendo que criminosos cibernéticos estão usando sistemas de IA cada vez mais autônomos e rápidos. O aviso aparece no relatório AI Threat Tracker, que mostra uso em larga escala da inteligência artificial para otimizar ataques, roubar credenciais e propriedade intelectual. Segundo a empresa, esses agentes já deixaram de ser experimentais e permitem realizar operações complexas em poucas horas.
Detalhes do relatório e grupos envolvidos
O relatório identificou incidentes contra modelos e sistemas de IA nos setores de tecnologia, saúde, mídia e entretenimento, concentrados na América do Norte e na Europa.
Grupos ligados à Rússia, China, Irã e Coreia do Norte utilizam a IA para automatizar o roubo de credenciais, gerar código malicioso e conduzir espionagem industrial. Há também uma tendência preocupante de ataques à cadeia de suprimentos de software, mediante a manipulação de assistentes de programação e repositórios de código aberto.
Exemplos citados e impacto operacional
O grupo de ciberespionagem Basin Castle, associado à China, emprega modelos de linguagem em todas as fases das intrusões, desde a pesquisa de alvos até a correção de erros durante a invasão.

Outro grupo chinês tentou usar o Gemini, modelo de IA da Google, para criar uma estrutura automatizada de teste de penetração que executa as primeiras etapas de uma intrusão.
Uma campanha de roubo massivo de credenciais, orquestrada por uma arquitetura multiagente em infraestrutura roubada, conseguiu comprometer milhares de credenciais em apenas seis horas.
O grupo norte‑coreano DPRK rouba contas de usuários legítimos para conectar seus sistemas a serviços de IA de forma massiva e automatizada, aumentando a velocidade e o alcance dos ataques.


