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Goodman enfrenta resistência ao data centre no Japão

Goodman Group enfrenta protestos de residentes no Japão sobre seu projeto de data centre, após cancelar planos em Sydney por oposição local.

07 de out., 06:18 5 fontes · 4 países Infra Infraestrutura
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Fachada de um data center ao ar livre Foto: summe 刘 / Pexels

Segundo o The Economic Times, a Goodman Group enfrenta resistência de residentes no Japão sobre seu projeto de data centre, poucos dias depois de ter cancelado planos semelhantes em Sydney devido à oposição local.

Detalhes do projeto no Japão

Segundo o The Economic Times, o projeto deve atingir eventualmente 1 gigawatt de capacidade, o que equivale a um investimento estimado de cerca de 3 trilhões de ienes (aproximadamente US$20 bilhões). A primeira fase tem 50 MW e ocupa um terreno de 45 hectares na cidade de Tsukuba, a cerca de 50 km ao nordeste de Tóquio, em um distrito com população de cerca de 20 mil habitantes. As obras começaram em fevereiro e, seis meses depois, a companhia realizou suas primeiras sessões de informação em agosto, convidadas apenas a algumas dezenas de residentes. Segundo o mesmo veículo, um grupo de moradores reuniu cerca de 800 assinaturas e enviou duas cartas à Goodman pedindo uma reunião pública aberta, mas ainda não havia recebido resposta até a data da reportagem.

Reação e histórico de resistência

Segundo o The Economic Times, os residentes afirmaram que só compreenderam a escala do projeto quando grandes guindastes apareceram no canteiro em fevereiro, pois o empreendimento foi inicialmente descrito em documentos de 2023 como um armazém logístico e só depois passou a ser chamado de data centre, o que gerou desconfiança. O mesmo veículo informa que, em Sydney, a Goodman cancelou planos idênticos após resistência local, e que o conflito no Japão faz parte de uma reação global maior contra data centres, já que comunidades reclamam de impacto nas redes elétricas, abastecimento d'água e meio ambiente. A companhia declarou, ainda segundo o The Economic Times, que suas portas permanecem abertas para conversar com a liderança da associação de moradores e que pretende realizar reuniões de informação em formato a ser definido com as autoridades municipais, afirmando ter cumprido e superado os requisitos legais e as diretrizes do setor.

Apurado em 5 fontes

The Economic Times (Índia)

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