Um funcionário da OpenAI foi preso pelo FBI após instalar dispositivo de gravação oculto em sala de conferências, segundo a KNBC. O dispositivo foi encontrado em 30 de setembro, escondido dentro de papel higiênico e conectado à porta USB de um televisor na sala executiva.
Detalhes da prisão e identificado
Segundo a KNBC, o funcionário preso foi identificado como Abdulrahman Alfozan, engenheiro de 35 anos que possui nacionalidade saudita. A prisão ocorreu na última sexta-feira, aproximadamente uma semana depois que a equipe de segurança da OpenAI localizou o aparelho de gravação em uma de suas salas de conferência.
A KNBC ainda relatou que a OpenAI utilizou seus próprios modelos de linguagem para analisar o dispositivo e rastrear sua origem, concluindo que um funcionário específico o havia instalado alguns dias antes. A empresa afirmou ter encaminhado o caso ao FBI e elogiado a rapidez dos agentes e promotores na prisão.
Características do dispositivo e suposto plano
De acordo com a mesma fonte, o dispositivo estava escondido dentro de um rolo de papel higiênico e inserido na porta USB de um televisor que ficava na sala de conferências executiva da empresa. O aparelho era descrito como sofisticado, projetado para evitar detecção por meio de recursos de criptografia avançada e capaz de monitoramento contínuo de áudio.
A KNBC também informou que a OpenAI obteve indícios de que Alfozan tinha a intenção de instalar outros dispositivos semelhantes em diferentes áreas do prédio, com o objetivo de gravar reuniões internas e possivelmente capturar informações sensíveis sobre os projetos da companhia.
Adicionalmente, a mesma fonte observou que a queixa criminal não detalha o que Alfozan pretendia fazer com as eventuais gravações, nem quais informações ele esperava obter.
Uso de chatbot na ação
O WIRED, por sua vez, acrescentou que o funcionário teria utilizado um chatbot para auxiliar no plantio do dispositivo de gravação, embora a KNBC não tenha referido esse detalhe em sua cobertura.

Repercussões e declarações oficiais
A OpenAI declarou, por meio de um comunicado citado pela KNBC, que, até o momento, não há evidências de que o funcionário tenha acessado indevidamente pesos de modelos, código-fonte ou dados de clientes, e que ele foi imediatamente demitido após a descoberta.
O procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, comentou o caso em uma publicação na rede social X, afirmando que o suposto roubo de propriedade intelectual envolvendo tecnologia de superinteligência representa uma ameaça séria à segurança nacional, conforme relatado pela KNBC.
Quanto ao processo legal, a KNBC afirma que Alfozan fez sua primeira aparição perante o tribunal na terça-feira seguinte à prisão, sendo acusado de usar ou tentar usar um aparelho eletrônico, mecânico ou outro dispositivo para interceptar comunicações orais. Sua próxima audiência está marcada para o dia 19 de outubro.
Por fim, a mesma fonte menciona que, embora a sala de conferências onde o dispositivo foi instalado não contasse com câmera de segurança no momento da colocação, gravações de circuito fechado de outras áreas do escritório mostraram que o funcionário esteve próximo do local em quase uma dúzia de ocasiões no mês anterior, apesar de não ter autorização para acessar aquela sala ou participar das reuniões realizadas lá.


