Andrew Ferguson, presidente da FTC dos EUA, afirmou que empresas de inteligência artificial que simultaneamente solicitam isenção às leis antitruste e pressionam por novas regulamentações merecem profunda desconfiança. Ele fez os comentários durante evento na Universidade de Georgetown, em Washington, na terça-feira, 15 de setembro de 2026, segundo o Valor Econômico.
Motivo da desconfiança
Ferguson explicou que, ao pedir barreiras de entrada que protejam posições já consolidadas, as companhias tentam dificultar a chegada de novos concorrentes. Essa combinação de lobby regulatório e pedido de dispensa antitruste levanta suspeitas de que a criação de normas seja usada como estratégia para sufocar a competição, acrescentou o presidente da FTC. Ele também ressaltou que estava expressando uma opinião pessoal e não fez referência direta a nenhuma empresa específica durante o discurso, segundo o Valor Econômico.
Contexto político
Ferguson acrescentou que suas declarações são o primeiro sinal público sobre a postura do governo de Donald Trump em relação à proposta de isenção antitruste para o setor de inteligência artificial, segundo o Valor Econômico.
Ele também destacou que a criação de normas para a IA é, por vezes, vista como uma manobra de grandes empresas de tecnologia para sufocar competidores, e corroborou essa visão ao afirmar que as empresas pedem barreiras de entrada para blindar suas posições consolidadas, segundo o Valor Econômico.
Ligação com a Anthropic
Ferguson não mencionou a Anthropic, mas lembrou que o CEO Dario Amodei havia defendido, na semana anterior, uma exceção às proibições de cooperação entre rivais de mercado para permitir que concorrentes coordenem uma desaceleração no desenvolvimento de IA por motivos de segurança, segundo o Valor Econômico.

Segundo o Valor Econômico, Amodei advertiu que agentes autônomos de IA poderiam, em até seis meses, adquirir capacidade técnica para derrubar a internet, gerando prejuízos bilionários, e descreveu essa posição como medida preventiva diante de riscos existenciais.
O que ainda não foi divulgado
Nenhum dos veículos informou se a FTC pretende abrir um processo formal de investigação sobre os pedidos de isenção antitruste nem quais companhias foram diretamente alvo das críticas de Ferguson, segundo o Valor Econômico.
Também não foi detalhado quais seriam as novas regras que as empresas de IA estão pedindo ou como o governo de Donald Trump pretende agir diante dessa questão, já que Ferguson afirmou que as diretrizes federais para a área caberão ao presidente, segundo o Valor Econômico.


