A inteligência artificial pode ampliar a desigualdade entre países ricos e pobres, alertam o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos (OCDE), segundo relatos da Reuters publicados por veículos como The Economic Times, Business Recorder e Tilt (UOL). A tecnologia tem potencial para impulsionar o crescimento global, mas o acesso desigual a energia, infraestrutura digital e habilidades coloca em risco a inclusão de economias mais pobres, pequenas empresas e jovens profissionais.
Riscos à inclusão e produto potencial
Segundo Era Dabla-Norris, diretora adjunta do Departamento de Assuntos Fiscais do FMI, a adoção eficaz da IA poderia adicionar até 0,5% ao crescimento global anual no médio prazo. No entanto, os dados agregados sobre produtividade até agora são modestos. A OCDE complementa, estimando que a IA pode elevar o crescimento da produtividade em 0,4% a 1,2% entre seus países-membros, mas ressalta que o uso no ambiente de trabalho ainda é limitado em comparação ao uso por consumidores.
40% dos empregos expostos e demissões em massa
O FMI estima que cerca de 40% dos empregos no mundo podem estar expostos à IA, enquanto relatos de demissões em grandes empresas crescem. No dia 22 de outubro de 2026, o Barclays anunciou cortes de aproximadamente 5.000 vagas como parte da incorporação de tecnologias como a IA. O eBay e a Qualcomm também estão entre as empresas com planos de redução de pessoal, segundo informações da Reuters divulgadas por veículos como The Economic Times e Business Recorder.
Jovens e profissionais de entrada na mira
Dabla-Norris destacou que jovens e trabalhadores em posições de nível inicial são especialmente vulneráveis, já que a IA pode assumir tarefas tradicionalmente usadas para adquirir experiência profissional. Esse cenário reforça o alerta sobre a necessidade de políticas públicas e iniciativas privadas voltadas ao desenvolvimento de habilidades digitais para garantir uma transição mais equilibrada.


