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FMI e Banco Mundial encerram reunião sem novos acordos

As reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial em Bangkok terminaram sem novas medidas para enfrentar dívida

19 de out., 08:18 3 fontes · 3 países Mercado
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Foto de uma reunião de bancas centrais com representantes sentados à mesa Foto: Masood Aslami / Pexels

As reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, realizadas em Bangkok em 18 de outubro de 2026, encerraram-se sem novas iniciativas para apoiar economias em desenvolvimento, segundo a News.ro. As instituições apontaram que os países enfrentam aumento dos custos de empréstimo, inflação, tensões geopolíticas e incertezas geradas pelo avanço da inteligência artificial.

Impacto da dívida e inflação nos países em desenvolvimento

Segundo a News.ro, os pagamentos de serviço da dívida nos países em desenvolvimento dobraram em relação a um década atrás, atingindo em média 14% das receitas governamentais, o que reduz os recursos disponíveis para educação, saúde e outros serviços essenciais. Além disso, o ritmo de crescimento dessas economias caiu de 4,4% para aproximadamente 3,6%, enquanto cerca de metade das economias avançadas já apresenta desaceleração na expansão.

Riscos da inteligência artificial e recomendações unchanged

A News.ro relata que a diretora-geral do FMI, Kristalina Georgieva, advertiu que as economias avançadas são as que registram os maiores desequilíbrios orçamentários, ao passo que os países em desenvolvimento arcam com as consequências do aumento dos rendimentos dos títulos e dos custos de financiamento ligados ao desenvolvimento da IA. Ela também pediu que não se confie em quem afirma ter respostas definitivas para os desafios da inteligência artificial. As recomendações das duas instituições permaneceram praticamente a redução dos déficits orçamentários, a aceleração de reformas econômicas e a atração de investimentos privados.

Tensões geopolíticas e perspectiva do Banco Mundial

Conforme a News.ro, quase metade dos participantes de uma reunião do comitê diretor do FMI deixou a sala durante a fala do ministro russo das Finanças, e os ataques dos rebeldes Houthi ao aeroporto de Riad atrasaram a chegada do ministro saudita das Finanças, Mohammed Al-Jadaan. O economista-chefe adjunto do Banco Mundial, Ayhan Kose, afirmou que a economia global resistiu melhor ao choque energético provocado pelo conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã do que se esperava, evitando recessão mundial, porém as perspectivas de crescimento pioraram. O Banco Mundial pretende seguir mobilizando capital privado e preparando as economias emergentes para as transformações trazidas pela IA, embora reconheça que a redução do auxílio internacional ao desenvolvimento e a dificuldade de atrair investimentos permanecem obstáculos.

Apurado em 3 fontes

News.ro (Romênia)

ver as 3 fontes

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