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FMI e Banco Mundial alertam sobre riscos e benefícios da IA

Líderes do FMI e do Banco Mundial pedem guardrails urgentes para a IA, citando riscos de perda de controle e impactos no emprego

16 de out., 23:22 8 fontes · 2 países Regulação
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Líderes do FMI e do Banco Mundial em reunião sobre inteligência artificial Foto: Atlantic Ambience / Pexels

Segundo a La Nación, a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, pediu guardrails urgentes para a IA, comparando a tecnologia a um carro de Fórmula 1 que poderia sair da pista e ferir pessoas, enquanto especialistas como o co-fundador da Anthropic, Jack Clark, defenderam regulação mais rápida. Ela afirmou que, apesar do respeito pela indústria, o maior dom da IA pode ser anulado se houver riscos de segurança, e que um estudo do FMI apresentado no encontro indica que cerca de 10% dos empregos podem ser transformados ou criados, mas que tarefas repetitivas tendem a desaparecer.

Chamado por regulação e guardrails

Segundo a La Nación, Georgieva disse que a humanidade está "correndo" com a IA e que a questão é como colocar barreiras para que, se o carro sair da pista, não atinja pessoas. Ela reconheceu o respeito pelo setor e acrescentou que o potencial benefício da tecnologia só se concretiza se houver segurança adequada.

O The Independent reportou que Jack Clark, co-fundador da Anthropic e responsável por política, afirmou que o avanço da IA está tão acelerado que há risco de perda de controle humano, comparando a situação a uma corrida de Fórmula 1 à noite sem freios nos veículos. Ele acrescentou que os brinquedos de seus filhos são mais regulados do que a superinteligência com que trabalha no dia a dia e que já há esforços para criar marcos regulatórios, mas advertiu que decisões não podem ficar exclusivamente nas mãos das empresas, sob pena de algum tipo de caos.

Efeitos no trabalho e na sociedade

Segundo a La Nación, o estudo do FMI apresentou três tendências principais para o impacto da IA no emprego: cerca de 10% dos postos de trabalho podem ser transformados ou criados, as funções que envolvem tarefas repetitivas tendem a desaparecer e um terceiro grupo corresponde a empregos no setor de serviços gerados por quem se beneficia do boom de investimento em IA.

Ainda segundo a La Nación, Kristalina Georgieva afirmou que o efeito líquido é positivo, mas observou que os novos postos de serviço geralmente não pagam bem, dando como exemplo jovens que antes entrariam em carreiras de rotina profissional agora trabalhando em estabelecimentos como a Starbucks, o que não corresponde às aspirações de muitos jovens no mundo.

Ilustração mostrando riscos e benefícios da inteligência artificial
Foto: cottonbro studio / Pexels

A La Nación também citou Tiff Mackem, governador do Banco do Canadá, que comparou essa mudança no trabalho ao efeito do comércio aberto, que gerou riqueza global e tirou milhões da pobreza, mas também deixou muitos sem emprego quando a produção se deslocou para a China e outros países em desenvolvimento; ele reconheceu que, no agregado, há benefício, mas que haverá vencedores e perdedores e que é preciso ajudar esses últimos para evitar reação negativa.

Segundo a La Nación, durante as reuniões em Washington, dezenas de pessoas marcharam pacificamente em Bangkok na quinta e sexta-feira para chamar a atenção para a crescente desigualdade e outras frustrações. Georgieva acrescentou que, para que os benefícios da IA alcancem o maior número possível de pessoas, é indispensável garantir acesso à eletricidade e redes digitais, além de fortalecer a cibersegurança.

A La Nación ainda informou que a própria Georgieva disse usar a IA para monitorar calorias e auxiliar na perda de peso.

Apurado em 8 fontes

La Nación (Argentina) · The Independent (Reino Unido)

ver as 8 fontes

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