Kristalina Georgieva, diretora do Fundo Monetário Internacional, alertou sobre os riscos associados à inteligência artificial, sobre o elevado nível de endividamento global e sobre o crescimento dos ataques cibernéticos, e pediu cooperação internacional urgente e prática.
Contexto da declaração
Georgieva fez as declarações durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangcoc, no dia 16 de outubro de 2026 — um encontro que reúne líderes do setor financeiro mundial para debater macroeconomia e estabilidade global.
Riscos da inteligência artificial
A diretora do FMI enfatizou que o rápido avanço da inteligência artificial exige atenção imediata. Segundo ela, a tecnologia pode ser usada de forma indevida, transformar o mercado de trabalho e criar pressões regulatórias ainda não resolvidas.
"Precisamos agir agora", afirmou, lembrando que o ritmo dos avanços tecnológicos deixa pouca margem para ajustes tardios.
Endividamento elevado
Georgieva também alertou para os níveis altos de dívida pública e privada em várias economias. Em seu entender, esse cenário reduz o espaço para manobrar diante de choques externos.
Quando o endividamento está em patamares elevados, a resposta a crises torna-se mais difícil, o que reforça a necessidade de vigilância coordenada entre os países.

Ataques cibernéticos em aumento
A dirigente do FMI destacou que os ataques cibernéticos estão se tornando mais frequentes e sofisticados, afetando instituições financeiras, redes de pagamento e infraestrutura crítica.
Ela defendeu investimentos em segurança digital e parcerias entre setor público e privado para proteger o sistema financeiro global.
Chamado por cooperação internacional urgente
Georgieva reiterou que o momento exige uma resposta internacional urgente e prática, com coordenação entre bancos centrais, ministros da finança, reguladores e representantes do setor tecnológico.
"Só com esforços conjuntos conseguimos mitigar os riscos da IA, controlar o endividamento e conter os ataques cibernéticos", disse. E encerrou ao afirmar que a cooperação precisa ser não apenas rápida, mas também baseada em trocas de informações e acordos que permitam ações coordenadas em tempo real.


