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Diretora do FMI alerta sobre riscos da IA e pede cooperação internacional urgente

Kristalina Georgieva alertou sobre riscos da inteligência artificial

17 de out., 00:20 10 fontes · 6 países Regulação Regulação
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Reunião do FMI em Bangcoc Foto: Vadim Timayev / Pexels

Kristalina Georgieva, diretora do Fundo Monetário Internacional, alertou sobre os riscos associados à inteligência artificial, sobre o elevado nível de endividamento global e sobre o crescimento dos ataques cibernéticos, e pediu cooperação internacional urgente e prática.

Contexto da declaração

Georgieva fez as declarações durante as reuniões anuais do FMI e do Banco Mundial, em Bangcoc, no dia 16 de outubro de 2026 — um encontro que reúne líderes do setor financeiro mundial para debater macroeconomia e estabilidade global.

Riscos da inteligência artificial

A diretora do FMI enfatizou que o rápido avanço da inteligência artificial exige atenção imediata. Segundo ela, a tecnologia pode ser usada de forma indevida, transformar o mercado de trabalho e criar pressões regulatórias ainda não resolvidas.

"Precisamos agir agora", afirmou, lembrando que o ritmo dos avanços tecnológicos deixa pouca margem para ajustes tardios.

Endividamento elevado

Georgieva também alertou para os níveis altos de dívida pública e privada em várias economias. Em seu entender, esse cenário reduz o espaço para manobrar diante de choques externos.

Quando o endividamento está em patamares elevados, a resposta a crises torna-se mais difícil, o que reforça a necessidade de vigilância coordenada entre os países.

Ilustração de inteligência artificial
Foto: Alex Knight / Pexels

Ataques cibernéticos em aumento

A dirigente do FMI destacou que os ataques cibernéticos estão se tornando mais frequentes e sofisticados, afetando instituições financeiras, redes de pagamento e infraestrutura crítica.

Ela defendeu investimentos em segurança digital e parcerias entre setor público e privado para proteger o sistema financeiro global.

Chamado por cooperação internacional urgente

Georgieva reiterou que o momento exige uma resposta internacional urgente e prática, com coordenação entre bancos centrais, ministros da finança, reguladores e representantes do setor tecnológico.

"Só com esforços conjuntos conseguimos mitigar os riscos da IA, controlar o endividamento e conter os ataques cibernéticos", disse. E encerrou ao afirmar que a cooperação precisa ser não apenas rápida, mas também baseada em trocas de informações e acordos que permitam ações coordenadas em tempo real.

Apurado em 10 fontes

An-Nahar (Líbano) · Sky News Arabia (Emirados Árabes Unidos)

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