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FMI alerta para riscos de dívida, energia e IA

O FMI alerta que o aumento da dívida soberana, os choques de preços da energia e a demanda por energia impulsionada pela IA ameaçam o crescimento global…

07 de out., 08:31 9 fontes · 6 países Mercado
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Reunião de líderes financeiros internacionais discutindo riscos econômicos Foto: Yan Krukau / Pexels

A diretora geral do FMI, Kristalina Georgieva, avisou que o aumento da dívida global, os choques de preços de energia e a expansão da infraestrutura de inteligência artificial estão elevando os riscos para a economia mundial, com a dívida soberana já ultrapassando 365 trilhões de dólares.

Riscos da dívida pública e juros

Segundo a SANA, Georgieva afirmou que o endividamento soberano atingiu níveis não vistos desde a Segunda Guerra Mundial e que a relação dívida/PIB deve superar 100% antes de 2030, sobretudo nas economias avançadas lideradas pelos Estados Unidos.

Ela acrescentou que o aumento dos custos de empréstimo está pressionando as contas públicas, pois os países que acumularam dívidas elevadas enfrentam juros mais altos, o que reduz o espaço para gastos e investimentos.

A agência também informa que, segundo o Instituto de Finanças Internacionais, a dívida global total ultrapassou 365 trilhões de dólares, tornando os governos mais sensíveis a qualquer elevação nas taxas de juros.

Choques de energia e demanda da IA

De acordo com a mesma fonte, Georgieva disse que os preços do petróleo permanecem em 100 dólares o barril, enquanto a fraqueza da capacidade de refino acrescenta cerca de 100 dólares ao spread de refino por barril, elevando os custos dos produtos derivados como o diesel.

Ela alertou que a expansão da infraestrutura de inteligência artificial está aumentando a demanda global por energia, tornando a economia mais vulnerável a novas interrupções nos mercados de petróleo e gás, sobretudo diante dos riscos de cortes no Estreito de Orzum.

Centro de dados de inteligência artificial consumindo grande quantidade de energia
Foto: Google DeepMind / Pexels

A SANA destaca ainda que as pressões inflacionárias provenientes de energia e alimentos devem permanecer até 2027, devido aos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia, que continuam a afetar as cadeias de suprimentos de commodities básicas.

Recomendações do FMI e cenário futuro

Georgieva recomendou que os bancos centrales adotem uma postura ligeiramente mais restritiva na política monetária para conter a inflação, ao mesmo tempo em que os governos devem elaborar planos confiáveis para reforçar a estabilidade financeira no médio prazo.

Ela também pediu que as autoridades adotem medidas antecipadas, como a criação de reservas estratégicas de energia e a revisão de subsídios aos combustíveis, para reduzir a exposição a choques de preços.

Por fim, a diretora do FMI ressaltou que os ganhos da atual onda de investimento em inteligência artificial estão concentrados em poucos países e nas cadeias de valor tecnológicas, o que pode ampliar as desigualdades globais se não houver políticas de inclusão.

Apurado em 9 fontes

شبكة تواصل الإخبارية (Emirados Árabes Unidos) · SANA (Syrian Arab News Agency) (Síria) · الجريدة العقارية (Emirados Árabes Unidos)

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