Segundo o El Universal México e o Business Insider España, a diretora do FMI, Kristalina Georgieva, pediu que os países reduzam o crescimento da dívida e regulamentem a inteligência artificial, a fim de diminuir a desigualdade global.
O tríplice golpe que pressiona as economias
Georgieva sinalizou que o planeta navega sob três pressões simultâneas: o salto da inteligência artificial, a torre de dívida crescente e os choques provocados pelos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia. A diretora não poupou críticas ao endividamento desenfreado, que já abrange economias desenvolvidas como Estados Unidos, Japão e Alemanha, e obriga nações mais pobres a escolher entre saúde pública e o pagamento de dívidas caras sob juros altos.
Sobre a IA, alertou que a corrida por centros de dados e serviços de inteligência artificial pode inflar artificialmente os preços das ações a níveis históricos e acentuar a inflação, ainda que os benefícios reais da tecnologia levem tempo a aparecer.
Reuniões de outono do FMI em Bangkok
As declarações foram proferidas dias antes das reuniões de outono do FMI e do Banco Mundial, que acontecem na semana seguinte em Bangkok. Durante o encontro, ministros de finanças e governadores de bancos centrais dos 191 países membros devem examinar a saúde da economia global e discutir meios de preservar a estabilidade financeira e garantir crescimento sustentável.
Georgieva lembrou que os danos mais graves ao bem-estar mundial vieram dos conflitos no Oriente Médio, na Ucrânia e em outras áreas, mas ressaltou que o endividamento agora multiplica as tensões sobre as finanças globais.

IA: investimento que pode superar infraestrutura física
De acordo com o Business Insider España, Georgieva projeta que os aportes em inteligência artificial ultrapassem em breve os recursos direcionados à construção de ferrovias, redes elétricas e telecomunicações.
A construção impulsionada por IA já é gerando lucros corporativos elevados e alimentando a inflação, mas há um abismo entre o dinheiro aplicado e os resultados esperados.
Se as promessas não se cumprirem, a alavancagem das gigantes tecnológicas e seus braços globais nas bolsas norte-americanas podem transformar a decepção em um choque difícil de conter.
- Sete dos dez principais parceiros comerciais de IA estão na Ásia-Pacífico, região cuja participação na economia mundial subiu de 25% em 1991 para 43% nas últimas reuniões realizadas em Bangkok.
- Entre os países citados estão China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Taiwan e outros com setores de tecnologia avançada.


