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Figma CFO diz que plataforma arrisca margens por IA

O CFO da Figma afirmou que a empresa está disposta a reduzir margens para impulsionar a demanda por recursos de IA, apesar da queda das ações.

15 de out., 06:34 4 fontes · 3 países Negócios
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Equipe de design discutindo em reunião Foto: Pavel Danilyuk / Pexels

O CFO da Figma, Praveer Melwani, afirmou que a empresa está disposta a reduzir suas margens brutas para impulsionar a demanda por recursos de inteligência artificial, mesmo com as ações tendo caído cerca de 43% este ano.

Margens sob pressão diante do crescimento da IA

Durante o Fórum Global de Mercados da Reuters, realizado à margem da conferência Config da Figma em Bengaluru, Índia, Melwani disse que não sabe se a empresa voltará a atingir as margens brutas baixas dos 90% que havia historicamente. Ele apontou que, nos últimos doze meses, as margens trimestrais de lucro bruto da Figma ficaram na faixa dos 80% médios, queda em relação aos patamares acima de 90% observados anteriormente. O CFO ressaltou que não está focado exclusivamente em recuperar aquelas margens, mas sim em usar os investimentos em inteligência artificial para atrair mais usuários e competir com ferramentas avançadas de laboratórios como OpenAI e Anthropic.

Investimentos em recursos de IA e novo modelo de precificação

Figma tem direcionando parte significativa de seus gastos para funcionalidades de inteligência artificial, incluindo o assistente de design da plataforma e ferramentas que geram protótipos e aplicações web a partir de prompts de texto. Essas iniciativas têm contribuído para um aumento constante da receita, embora tenham pressionado as margens. Para monetizar esses recursos, a empresa adotou neste ano um modelo de precificação baseado no consumo de créditos de IA, afirmando que essa abordagem deve melhorar os resultados nos trimestres seguintes.

Reação do mercado e preocupações dos investidores

Os investidores têm analisando com cautela a redução das margens e do fluxo de caixa livre das empresas de tecnologia que fazem grandes apostas em inteligência artificial. Essa análise, combinada com temores sobre possíveis disrupturas trazidas por modelos de IA mais capazes, tem contribuído para a desvalorização das ações da Figma, que acumularam uma queda de aproximadamente 43% no ano. Melwani reconheceu que está disposto a aceitar o impacto nas margens da mesma forma que fez nos últimos doze meses, caso isso permita à companhia atender a um mercado total endereçável muito maior.

Notebook exibindo tela de assistente de IA no Figma
Foto: Matheus Bertelli / Pexels

Declarações do CFO no Fórum da Reuters

Em resposta a pergunta sobre se as margens brutas voltarão aos níveis baixos dos 90%, Melwani disse: 'Não sei. Mas será que essa é a coisa na qual eu estaria profundamente focado? Não.' Ele também afirmou que estaria disposto a suportar o impacto nas margens da mesma maneira que fez nos últimos doze meses, se isso significasse que a Figma pudesse atender a um mercado total endereçável muito maior.

Data e fonte da divulgação

As declarações foram reportadas pela Reuters em 15 de outubro de 2026, durante o Fórum Global de Mercados realizado à margem da conferência Config da Figma em Bengaluru, Índia.

Apurado em 4 fontes

Reuters · The Economic Times (Índia) · CNA (Singapura)

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