O Federal Reserve reconhece que a expansão da inteligência artificial pressiona a inflação nos Estados Unidos, e a Reuters aponta que ações de semicondutores podem subir nesse cenário.
O que o Federal Reserve disse sobre IA e inflação
O boom da inteligência artificial, cada vez mais reconhecido pelo Federal Reserve como um fator que contribui para impulsionar a inflação, deixou as autoridades do banco central dos EUA diante de um dilema: o avanço tecnológico puxa preços para cima, mas o custo disso pode cair sobre setores que não têm relação direta com a IA.
Esse viés inflacionário não é visto como passageiro. A própria Fed já sinalizou que o cluster de servidores dedicados a modelos de linguagem de grande porte consome energia, infraestrutura e capital humano numa escala que vai direto para o preço do consumo.

Semicondutores na mira do mercado
A Reuters aponta que as ações de empresas de semicondutores podem subir, refletindo expectativas ligadas ao avanço da inteligência artificial. O argumento é simples: mais IA significa mais chips, e mais chips significa mais demanda por ações daquelas que fabricam os componentes centrais desse ciclo.
Mas o risco, conforme notado por Howard Schneider, é que o impacto inflacionário se espalhe além do setor de tecnologia. Se o Fed precisar aplicar a alça contra a inflação, o remédio pode pesar em áreas que nem usam um único algoritmo de IA — e aí, sim, outros setores acabam pagando pelo remédio.


