A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) proibiu a importação e venda de dispositivos eletrônicos contendo chips de vigilância produzidos por subsidiárias da Huawei, incluindo o fabricante Hyundai Solid (Highsilicon). A medida visa dispositivos como caixas pretas veiculares e transmissores de vídeo sem fio, considerados riscos de segurança nacional. Trata-se da primeira vez que a FCC amplia seu escopo regulatório para abranger componentes internos "inteligentes" de equipamentos, e não apenas produtos completos.
Expansão do escopo regulatório
A nova regra, entrando em vigor em 13 de outubro, permite que a FCC negue aprovação a dispositivos contendo partes produzidas por empresas listadas como ameaças à segurança. A Highsilicon, filiada à Huawei, promoveu seus chips como soluções de reconhecimento facial de alta precisão, integrando-os a produtos para vigilância comercial e governamental.
Reação da FCC
O presidente da FCC, Brendan Carr, enfatizou em comunicado que a inclusão de chips de vigilância em dispositivos vendidos nos EUA representa uma "ameaça clara e inaceitável à segurança nacional". Ele também destacou o papel do departamento de engenharia e tecnologia da FCC (OET) em bloquear potenciais softwares maliciosos.
Contexto geopolítico
A ação reflete a postura contínua da administração Trump contra tecnologias chinesas, com a FCC já restringindo anteriormente importações de robôs avançados, inversores de energia e roteadores sem fio.
O que ainda não foi divulgado
- Lista completa dos dispositivos afetados
- Critérios exatos de classificação usados pela FCC
- Possíveis exceções para setores específicos


