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Falta de energia pode limitar corrida da IA, diz Morgan Stanley

Morgan Stanley alerta para déficit de 32 gigawatts de energia para data centers nos EUA até 2028, que pode impactar a expansão da inteligência artificial.

18 de out., 03:03 4 fontes · 2 países Infra Análise
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Fachada de um centro de dados com servidores visíveis Foto: Brett Sayles / Pexels

Segundo a Mint e o The Tribune, a Morgan Stanley afirma que a corrida pela inteligência artificial pode ser limitada mais pela falta de energia e infraestrutura de data centers do que pela disponibilidade de chips, com um possível déficit de 32 gigawatts de energia nos EUA até 2028.

Principais projeções do relatório

A pesquisa intitulada "What Does the Power Shortfall Mean for Semis?" estima que os desenvolvedores de data centers nos Estados Unidos enfrentem um déficit de 32 gigawatts de energia até 2028, mesmo após considerar soluções adicionais de geração. Esse valor corresponde a cerca de 34 por cento das necessidades projetadas de energia para o período. O relatório também indica que o déficit acumulado pode chegar a 68 gigawatts até 2029.

Empresas de tecnologia de grande porte e provedores especializados de nuvem deveriam responder por aproximadamente 94 por cento das adições de capacidade global de data centers em 2026, 64 por cento em 2027 e 57 por cento em 2028. Essa concentração pode pressionar outros participantes ao longo do tempo, segundo a Morgan Stanley.

Impactos para empresas menores

A análise destaca que o acesso à eletricidade está favorecendo companhias com forte apoio de crédito e receitas previsíveis, deixando desenvolvedores menores em desvantagem. Caso a capacidade de semicondutores prevista não possa ser instalada nos data centers, os clientes podem adiar entregas ou cancelar pedidos, afetando fabricantes de chips de memória, equipamentos ópticos e outros componentes de suporte.

Usina de geração de energia elétrica com linhas de transmissão
Foto: Mehmet Orak / Pexels

Possíveis deslocamentos para a Ásia

O relatório menciona que a escassez de energia pode levar companhias de tecnologia a expandir a infraestrutura de computação fora dos Estados Unidos, incluindo mercados asiáticos como a Índia. A equipe da Morgan Stanley focada em data centers da Ásia estima que até 14 gigawatts de demanda de hiperescaladores dos EUA possam mudar para a Ásia até 2030, embora a parcela específica da Índia não tenha sido detalhada.

Nvidia e Broadcom são citadas como empresas que deverão atender às suas previsões para 2027, devido à visibilidade sobre demanda dos clientes e disponibilidade de infraestrutura. Já os fornecedores de memórias, equipamentos ópticos e outros componentes auxiliares enfrentam maiores riscos caso o ritmo de implantação desacelere.

Apurado em 4 fontes

Mint (Índia) · The Tribune (Índia)

ver as 4 fontes

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