Segundo a Yahoo Finanzas, o ex‑pesquisador Jacob Coxon, de 27 anos e britânico, acusou OpenAI e Anthropic de não agirem de forma responsável ao desenvolverem inteligência artificial.
Ele afirmou que as duas empresas estão correndo diretamente rumo a uma superinteligência capaz de se melhorar sozinha, colocando em risco a vida das pessoas.
Contexto das declarações
Segundo a mesma fonte, Coxon trabalhou três anos em pré‑treinamento de modelos, primeiro na OpenAI e, desde este ano, na Anthropic, antes de deixar a indústria na terça‑feira.
Em sua publicação na rede social X, ele escreveu que os desenvolvedores de IA acreditam sinceramente que a tecnologia poderia matar a humanidade antes do fim da década.
Visão de especialistas internos
Segundo a Yahoo Finanzas, Evan Hubinger, responsável de segurança na Anthropic, concordou com Coxon em X e estimou o risco de a IA matar humanos em mais de 10% nos próximos dez anos.
Ele acrescentou que, em nível pessoal, considera essa probabilidade significativa.
Posição de lideranças do setor
Segundo a Yahoo Finanzas, líderes da indústria acreditam que o campo se aproxima da chamada automejora recursiva, em que um modelo poderia projetar seu próprio sucessor sem intervenção humana.

Segundo Coxon, nenhuma empresa deveria desenvolver IA superior à humana sem intervenção governamental ou uma desaceleração coordenada.
Situação das empresas
Segundo a Yahoo Finanzas, em fevereiro a Anthropic retirou de sua carta de segurança o compromisso de parar o desenvolvimento caso não consiga controlar os riscos.
No final de julho, mais de mil trabalhadores do setor, incluindo o CEO Dario Amodei, pediram ao governo dos EUA que crie um mecanismo de frenagem para o avanço da IA.
Também segundo a fonte, o chefe científico da OpenAI, Jakub Pachocki, declarou que o momento atual exige extrema cautela e coordenação internacional.
Contexto atual
Segundo a Yahoo Finanzas, a Anthropic está se preparando para uma oferta pública inicial de ações e, na data da publicação (9 de setembro de 2026), nenhuma das duas empresas havia respondido imediatamente aos pedidos de comentário da agência AFP.


