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Ex-OpenAI acusado de instalar bug e fugir para a Arábia Saudita

Engenheiro saudita da OpenAI acusado de instalar dispositivo de gravação oculto e de receber incentivo da família real saudita para deixar os EUA.

19 de out., 17:03 8 fontes · 3 países Segurança
SegurançaOpenAI
Sala de reunião executiva com mesa e televisão Foto: Vizito Visitor Management System / Pexels

Engenheiro saudita que trabalhava na OpenAI foi acusado de instalar um dispositivo de gravação oculto em uma sala de reuniões executiva e de planejar deixar os Estados Unidos para a Arábia Saudita com suporte de um membro da família real.

Como o dispositivo foi colocado e usado

Segundo a CBS News, o engenheiro Abdulrahman Alfozan inseriu um dispositivo de áudio surrepstício na porta USB da parte de trás de uma televisória em uma sala de conferência executiva da OpenAI em 28 de setembro de 2026, tendo o mantido lá por vários dias.

Ainda de acordo com a CBS, ele modificou o aparelho para impedir a transferência de dados com a televisória e criptografou o conteúdo armazenado no cartão microSD.

A CBS também informa que, nos dias anteriores, Alfozan usou a conta de chatbot de IA de sua esposa para pesquisar como criar um gravador de áudio contínuo, capturar áudio do microfone e salvar em WAV comprimido, melhorar a escuta ao vivo, desenvolver gravação ativada por fala, adicionar acesso e controle de navegador, criptografar o cartão SD e recuperar gravações após sua remoção.

Planos de partida e suporte saudita

Conforme a CBS News, o suspeito mantinha contato frequente via WhatsApp com um membro não identificado da família real saudita, incluindo mensagens de 5 de outubro de 2026, nas quais o real o incentivou a se juntar a uma iniciativa de inteligência artificial lançada na Arábia Saudita, dizendo que o reino precisa mais de você do que os EUA.

A CBS acrescenta que a esposa e o filho pequeno de Alfozan deixaram os Estados Unidos em outubro com passagens de classe empresarial pagas por um oficial militar saudita.

A ABC News afirma que, após sua prisão, oficiais sauditas compraram novas passagens para que a esposa e o filho deixassem o país antes do voo inicialmente marcado para 12 de outubro.

Porta USB de computador com cabo conectado
Foto: Pedro Paiva / Pexels

A ABC também observa que a defesa alega que as passagens foram adquiridas mais de duas semanas antes da suposta instalação do dispositivo, durante a licença-paternidade do engenheiro após o nascimento de seu filho cidadão americano.

Situação processual e outros pontos

A ABC News ressalta que a Arábia Saudita não possui tratado de extradição com os Estados Unidos, motivo pelo qual os promotores pretendem mantê-lo detido até o julgamento, com audiência prevista para segunda‑feira em tribunal federal de São Francisco.

A mesma fonte informa que a defesa alega que Alfozan estava em processo de se tornar cidadão americano, sendo residente legal permanente desde 2020, tendo vivido quinze anos nos EUA e tendo estudado no MIT e na UC Berkeley.

Segundo a ABC, os promotores ainda não divulgaram o que o engenheiro pretendia fazer com as gravações, mas confirmaram que ele estava em contato constante com o membro da família real saudita, que tentava recrutá‑lo para o projeto de IA do reino.

A CBS acrescenta que investigadores encontraram em seu celular fotos de outro possível gravador oculto e de equipamentos em outras salas de reunião da OpenAI, além de indícios de que ele poderia ter pretensão de instalar mais dispositivos nas dependências da empresa.

Apurado em 8 fontes

CBS News (Estados Unidos) · ABC News (Estados Unidos)

ver as 8 fontes

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