Abdulrahman Alfozan, ex-engenheiro da OpenAI, foi acusado de instalar um gravador em uma sala de reuniões na sede da empresa em São Francisco e de manter contato direto com membros da família real saudita, segundo documento judicial divulgado por PCMag, The Economic Times e iTnews.
Recrutamento e comunicação direta
Segundo a PCMag, procuradores federais afirmam que Alfozan trocou mensagens por WhatsApp com um membro não identificado da família real saudita, que o convidou a integrar uma iniciativa de inteligência artificial no reino. Em maio de 2026, o contato teria dito: “Saudi needs you more then [sic] the US!” — a qual o ex-funcionário respondeu “100”, segundo a mesma fonte. The Economic Times complementa que o oficial saudita pagou passagens para a esposa e o filho de Alfozan retornarem ao país.
Fuga da família após prisão
A PCMag informa que a esposa e o filho de Alfozan deixaram os EUA em 11 de outubro de 2026 — dois dias após sua prisão. As passagens teriam sido financiadas primeiro pelo governo saudita e depois por um membro do militar saudita, que comprou uma passagem business class para Doha, no Qatar. The Economic Times destaca que a esposa confessou à FBI que o casal estava se mudando permanentemente para a Arábia Saudita — e que o próprio Alfozan pretendia seguir.

Risco de fuga e decisão judicial
Procuradores classificam Alfozan como risco de fuga e pedem sua manutenção em custódia enquanto aguarda julgamento. Os advogados do acusado ofereceram garantias como tornozeleira eletrônica e entrega de passaportes, mas a acusação rejeitou, citando o padrão de conduta e os laços familiares no exterior. iTnews observa que o caso coloca em evidência os riscos de segurança em empresas de IA durante a corrida global por inovação.
Silêncio oficial
A BBC News (economia) informa que o governo da Arábia Saudita ainda não se pronunciou sobre as acusações.


