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Engenheiro saudita é acusado de espionagem na OpenAI com suporte do governo

Abdulrahman Alfozan, ex-funcionário da OpenAI, foi acusado de instalar um gravador escondido em uma sala da empresa com suposto apoio do governo saudita.

20 de out., 10:48 8 fontes · 4 países Segurança Regulação
SegurançaOpenAI
Um pequeno dispositivo de gravação escondido atrás de um aparelho eletrônico Foto: cottonbro studio / Pexels

Abdulrahman Alfozan, engenheiro de 35 anos e cidadão saudita, foi acusado pelos EUA de instalar um gravador escondido em uma sala de reuniões da OpenAI. A acusação, apresentada por promotores federais, afirma que o ex-colaborador contou com apoio considerável do governo da Arábia Saudita para suas atividades.

Como foi descoberto o dispositivo

A OpenAI encontrou o gravador no dia 30 de setembro, conectado à parte traseira de uma televisão em uma sala de conferências e disfarçado com papel higiênico. Após a descoberta, a empresa posicionou uma câmera no local, que flagrou Alfozan manipulando a área atrás do aparelho no dia 5 de outubro.

O FBI prendeu o engenheiro em 9 de outubro, data na que seu contrato com a OpenAI foi rescindido. A BBC informa que ele trabalhou na empresa por cerca de um ano.

Comunicação com a família real e risco de fuga

Os promotores destacam que Alfozan mantinha contato frequente com um membro da família real saudita. Um oficial militar da Arábia Saudita teria pago passagens de ida, em classe executiva, para a esposa e o filho do acusado viajarem de San Francisco para Doha, no Catar, no dia seguinte à prisão.

Fachada de um tribunal federal dos Estados Unidos
Foto: RDNE Stock project / Pexels

Conforme a acusação, a conduta do réu pode colocar em risco a segurança nacional dos Estados Unidos, já que executivos da OpenAI usaram a sala para reuniões com autoridades governamentais enquanto o dispositivo esteve ativo.

Decisão judicial e possíveis consequências

O juiz federal Alex Tse negou o pedido de fiança, considerando Alfozan um risco significativo de fuga. Ele teria um voo programado para Riad três dias após a prisão. A justiça também destacou que a esposa do acusado declarou à FBI que seu visto estava vencendo e que a família planejava retornar permanentemente à Arábia Saudita.

Se condenado, Alfozan poderá cumprir até cinco anos de prisão e pagar uma multa de US$ 250 mil. O governo saudita não respondeu aos pedidos de comentário da BBC sobre o caso.

Apurado em 8 fontes

BBC News — Technology (Reino Unido) · Business Insider (Paquistão) · BBC News — World (Reino Unido)

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